- A NATO e o secretário de Estado norte-americano discutiram reforçar a segurança no Ártico, após Trump reiterar interesse em tomar a Gronelândia.
- A NATO, segundo um porta-voz, está a trabalhar para desenvolver capacidades na região e destacar a importância do Ártico para a segurança comum.
- Trump não descartou o uso da força para controlar a Gronelândia, vendo a ilha como crucial para a segurança nacional face a ameaças da Rússia e da China.
- A Dinamarca recebeu mensagens de apoio de Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido para enfrentar as exigências de Trump, com a primeira-ministra a avisar sobre o risco de fim da aliança em caso de ataque.
- O Comandante Supremo Aliado afirmou que a aliança não está em crise e está pronta para defender cada centímetro do território; a Casa Branca não detalhou a forma da possível transação, apenas ponderou a compra da ilha.
Washington e a Nato discutem segurança no Ártico após ameaças à Gronelândia
O secretário-geral da Nato, Mark Rutte, falou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre reforçar a segurança no Ártico, após Trump reiterar o desejo de controlar a Gronelândia. A informação foi avançada por um porta-voz da Nato, citando a agência AFP. O pedido envolve a avaliação de capacidades na região.
Rutte destacou a importância do Ártico para a segurança comum e o trabalho da Nato para desenvolver as suas capacidades naquela zona, segundo a mesma fonte. O tema surge numa altura em que Washington não descartaria o uso da força para obter domínio sobre o território autónomo, que pertence à Dinamarca, aliada da Nato.
Trump tem causado preocupação entre os aliados ao não desmentir a hipótese de uma intervenção militar para tomar a Gronelândia. O líder norte-americano sustenta que o controlo da ilha, rica em recursos naturais, é relevante para a segurança nacional dos EUA, perante as ameaças da Rússia e da China no Ártico.
Desdobramentos diplomáticos
A Nato tem procurado dissociar o interesse de Washington da Gronelândia, realçando as medidas já em curso para reforçar a segurança na região. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu que um ataque militar poderia pôr fim à aliança ocidental com quase oito décadas de história.
O comandante das forças da Nato na Europa, o general Alexus Grynkewich, assegurou que a aliança não está em crise e que está preparada para defender cada centímetro do território da Organização. O Comandante Supremo Aliado afirmou que o papel militar continua inalterado, independentemente das declarações de Trump.
A Casa Branca não descartou a opção militar, mas indicou que Trump está a ponderar a compra da Gronelândia, sem detalhar o formato da transação. Em entrevista ao The New York Times, Trump admitiu que poderá ter de escolher entre preservar a integridade da Nato e controlar a ilha.
Questionado em Vantaa, no norte de Helsínquia, o Comandante Supremo Aliado recusou comentar o aspeto político da questão da Gronelândia, referindo-se apenas ao esforço de impedir ações contra o território da Aliança.
Reações internacionais
A Dinamarca já recebeu declarações de apoio de Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido para enfrentar as exigências de Trump. As nações reiteram o compromisso com a cooperação na região e com a segurança coletiva da Nato.
Entre na conversa da comunidade