- O governo da Gronelândia pediu para evitar pânico e defender cooperação com os EUA diante de ameaças de ocupação.
- O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que a Gronelândia não será conquistada e que é preciso firmeza aliada a cooperação.
- O território dinamarquês vai adotar uma postura mais firme e rejeita qualquer comparação com a situação da Venezuela.
- A União Europeia garantiu que a Gronelândia não está à venda, reiterando princípios de soberania e integridade territorial, com apoio a Dinamarca e à Gronelândia.
- Uma sondagem de janeiro de 2025 indica que 85% dos gronelandeses são contrários à anexação pelos Estados Unidos, contra 6% a favor.
O governo da Gronelândia rejeita o pânico face às ameaças de ocupação vindas dos Estados Unidos e defende cooperação como caminho. O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou, numa conferência em Nuuk, que a situação não implica conquista, devendo manter-se a firmeza e a cooperação.
Nielsen explicou que a posição do território autónomo dinamarquês será mais firme, sem perder o canal de diálogo. O político destacou ainda que não há paralelo com a situação da Venezuela e sublinhou a natureza democrática da Gronelândia, existente há várias décadas.
Contexto internacional
A Gronelândia, ilha ártica com cerca de 57 mil habitantes, abriga recursos minerais significativos, ainda em grande parte por explorar, e está estrategicamente situada. Os Estados Unidos já possuem uma base militar na região e ocuparam outras instalações durante a Guerra Fria.
Questionada pela revista The Atlantic sobre o impacto do ataque contra a Venezuela, a administração norte-americana reiterou que a avaliação caberia aos aliados, ao mesmo tempo em que reforçou o interesse pela Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional.
Reação da União Europeia
A União Europeia informou que a Gronelândia não é terra à venda, reforçando a soberania do território. A porta-voz Paula Pinho pediu manter o respeito pela soberania e pela integridade territorial, especialmente quando questões envolvendo Estados-Membros estão em jogo.
A representante da UE para a Política Externa, Annitta Hipper, confirmou que a UE defenderá a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras, reiterando apoio a Dinamarca e à Gronelândia.
Reações locais e internacionais
Líderes europeus manifestaram apoio a Copenhaga e a Nuuk. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, expressou solidariedade com a Dinamarca. A Comissão Europeia apelou ao respeito pela soberania e pelas fronteiras, sem mencionar ações específicas.
Dados de janeiro de 2025 indicam que 85% dos habitantes da Gronelândia são contrários à anexação pelos EUA, enquanto 6% apoiam. O tema voltou a gerar debate político, com atenção internacional voltada para a stabilização da região.
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