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Grupo internacional pede segurança da IA para crianças antes da cimeira da ONU

Mais de 100 organizações pedem aos governos responsabilizar as empresas de IA pela proteção das crianças, antes da cimeira global da ONU sobre governação da IA

Grupo internacional pede medidas de segurança na IA para crianças antes de cimeira da ONU - Direitos de autor Canva
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  • Mais de cem organizações, incluindo a Amnistia Internacional e a Save the Children, pedem que governos tornem a IA segura para crianças, antes da cimeira da ONU sobre governação da IA.
  • A coligação liderada pela 5Rights Foundation afirma que a IA já causa danos às crianças e que as abordagens regulatórias atuais intervêm tarde demais.
  • Existem ações judiciais contra empresas de IA, como a Character Technologies e a OpenAI, relacionadas com efeitos da tecnologia em crianças e com chatbots de companhia.
  • Propõem dez medidas: exigir que empresas demonstrem segurança para crianças antes do lançamento, impor sanções, proibir desenho que explore vulnerabilidades e uso comercial de imagens, vozes e dados biométricos de menores.
  • Defendem que não são necessárias novas leis, apenas aplicar compromissos já existentes na Convenção sobre os Direitos da Criança e no Pacto Digital Global da ONU.

Mais de 100 organizações, incluindo a Amnistia Internacional e a Save the Children, apelaram aos governos para tornar a IA segura para as crianças. O apelo foi lançado um dia antes da cimeira global da ONU sobre governação da IA.

A coalizão, liderada pela 5Rights Foundation, afirma que a IA já causa danos às crianças e que as regulações actuais atuam apenas quando é tarde demais. O objetivo é impedir efeitos nocivos desde a concepção dos sistemas.

O alerta surge num contexto de ações legais contra empresas de IA, como a Character Technologies e a OpenAI, devido aos impactos em jovens. Analistas destacam chatbots de companhia que simulam relações emocionais.

A organização sustenta que estes serviços são comercializados como seguros para crianças sem avisos adequados, potenciando riscos psicológicos e exposição de dados. A pressão é aumentar a proteção desde a origem.

Leanda Barrington-Leach, diretora executiva da 5Rights, afirmou que o problema não é a inovação, mas a forma como a proteção fica para depois. O foco é impedir danos antes de os produtos chegarem ao público infantil.

Medidas propostas

A coligação apresenta dez medidas para governos. Entre elas está a exigência de demonstração de segurança para crianças antes de lançar sistemas de IA. Também prevê sanções a empresas cujos produtos violem direitos.

Outra pointa defendida é proibir características de design que explorem vulnerabilidades psicológicas infantis. Ainda proíbe o uso comercial de imagens, vozes e dados biométricos de menores sem adequadas salvaguardas.

Segundo o grupo, não são necessárias novas leis, mas a aplicação de compromissos já existentes, como a Convenção dos Direitos da Criança da ONU e o Pacto Digital Global. O objetivo é tornar a proteção uma condição para negócios digitais.

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