- António Filipe, apoiado pelo PCP e pelo PEV, afirmou em Elvas que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul é globalmente desfavorável para Portugal, com impacto na agricultura.
- O candidato disse que o acordo pode favorecer o agronegócio da América Latina, dificultando a resposta da agricultura nacional, incluindo setores como o vinho.
- A União Europeia deu luz verde ao avanço do acordo, apesar da oposição de França, Hungria, Polónia, Irlanda e Áustria.
- Defendeu três dimensões: desenvolvimento da agricultura, importância da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas e a necessidade de segurança alimentar, lembrando que Portugal produz cerca de 5% das suas necessidades de cereais.
- Criticou a extinção ou fusão de instituições públicas, como a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, e destacou a importância da ciência pública; a segunda volta das presidenciais realiza-se a 8 de fevereiro.
António Filipe mostrou-se nesta segunda-feira preocupado com o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, em Elvas, no distrito de Portalegre. O foco foi a agricultura e o impacto de eventuais mudanças em instituições públicas de ciência e ambientalismo.
O candidato, apoiado pelo PCP e pelo PEV, afirmou que o acordo, a nível europeu, não é favorável para Portugal. Referiu que os agricultores espanhóis, franceses e italianos já manifestam preocupações, o que também pode afetar Portugal.
Segundo o candidato, o Mercosul pode favorecer o agronegócio latino-americano na Europa, dificultando a resposta da agricultura nacional, com especial impacto em setores como o vinho.
A União Europeia autorizou o avanço do acordo na sexta-feira, apesar de objecções de França, Hungria, Polónia, Irlanda e Áustria. A decisão ocorre num contexto de negociações em curso.
Contexto institucional e económico
Durante a visita, Filipe sublinhou a importância de desenvolver a agricultura nacional e de defender instituições científicas públicas, como a Estação Nacional de Melhoramento de Plantas. A capacidade nacional de produção de cereais é de cerca de 5%.
A Estação Nacional é uma instituição pública de referência para o estudo de sementes. O candidato criticou a extinção da FCT e a possível fusão do ICNF com a APA, que, na prática, poderia significar o desaparecimento do ICNF.
Para o candidato, há um regressivo no financiamento e na estrutura pública ligada à ciência, o que compromete a segurança alimentar do país, sobretudo na cerealífera. Filipe reforçou a necessidade de defender as instituições científicas públicas.
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