- Em Campinas, a noventa quilômetros de São Paulo, um chefe da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) foi detido por suspeitas de pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Além dele, foram presos um ex-agente da DISE, um agente da Polícia Penal e um antigo estagiário do Ministério Público, hoje advogado, todos sob suspeita de ligação à organização criminosa.
- A operação, denominada “Infiltrados”, cumpriu dez mandados de busca e apreensão.
- As investigações apontam que o chefe era infiltrado no PCC, avisando criminosos sobre operações, lavando dinheiro do tráfico e integrando um plano para matar um promotor da região de Campinas.
- O grupo também mantinha um esquema de extorsão a traficantes, utilizando uma senha de acesso ao sistema informático obtida durante o estágio no Ministério Público.
Um agente da Polícia Civil, com cargo de chefia na DISE, foi detido nesta terça-feira em Campinas, no interior de São Paulo. A prisão envolve suspeitas de pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e integra uma operação que também prendeu um ex-agente, um agente da Polícia Penal e um advogado, antigo estagiário do Ministério Público.
A ação decorreu com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão. A DISE havia identificado o homem como infiltrado na própria corporação. Ele é acusado de avisar criminosos sobre operações contra o PCC, além de participar no dinheiro ilícito originário do tráfico de drogas.
Segundo as investigações, o grupo mantinha um esquema de extorsão a traficantes, usando uma senha de acesso ao sistema informático obtida durante o estágio no Ministério Público. A senha permitia identificar monitorizados por promotores e exigir grandes somas para livrá-los de investigações.
Infiltrados
A operação, batizada de Infiltrados, visa esclarecer a rede de cooperação entre o policial infiltrado, o ex-agente, o policial penal e o advogado na região de Campinas. Os investigadores apontam ainda que o grupo planejava ações para comprometer promotores de atuação forte contra a facção.
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