- A Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária deteve um homem de 42 anos, de origem indiana e naturalizado português, e um homem de 64 anos, paquistanês, por participação numa associação criminosa responsável por burlar pelo menos 800 imigrantes com falsos atestados de residência.
- A investigação resultou de uma denúncia ao extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no final de 2023 e foi delegada à PJ cerca de um ano depois.
- O grupo localizava pessoas para angariar quem aceitasse, mediante pagamento, ceder moradas para os requerentes, que recebiam os documentos fraudulentos de residência.
- Os interessados pagavam entre 130 e 200 euros pelos atestados, que eram entregues na Junta de Freguesia de Santo António dos Cavaleiros, Loures.
- Na terça-feira foram efetuados sete mandados de busca domiciliária, com apreensão de provas; os detidos foram apresentados ao tribunal de Loures na quarta-feira, face a suspeitas de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.
Um homem de 42 anos, indiano naturalizado português, e outro de 64, paquistanês, foram detidos pela Unidade de Contraterrorismo da PJ. Alegam integrar uma associação criminosa que burlou pelo menos 800 imigrantes com falsos atestados de residência. A operação ocorreu após investigação iniciada por denúncia ao extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no final de 2023, e concluída pela PJ cerca de um ano depois.
A investigação revelou que o grupo distribuía tarefas entre os seus membros. Havia angariação de cúmplices que cediam moradas mediante pagamento, para uso nos requerimentos. Os cidadãos atingidos pagavam entre 130 e 200 euros pelos documentos que facilitavam a legalização pretendida.
A operação envolveu sete mandados de busca domiciliária, com apreensão de provas relevantes para o caso. Os dois homens foram detidos na terça-feira e, na tarde de quarta, estavam a ser presentes no tribunal de Loures.
Desdobramentos
Além da associação criminosa, são suspeitos de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos. A PJ prossegue a identificação de outros elementos do grupo, para esclarecer o papel de cada um na rede. A investigação continua com o objetivo de mapear todas as ligações e práticas associadas.
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