- A PJ realizou buscas na casa no Restelo, Lisboa, e numa empresa de Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
- As ações ocorreram na quinta-feira.
- O empresário, de 47 anos, é investigado por alegadamente integrar o “cartel do fogo” através da empresa Gesticopter Operations.
- O grupo é acusado de ter acesso a informação privilegiada junto de decisores públicos.
- A investigação aponta para um prejuízo ao Estado português de cerca de cem milhões de euros relacionado com o aluguer de helicópteros para o combate aos incêndios florestais.
O Ministério da Presidência confirmou que a Polícia Judiciária realizou buscas na quinta-feira, 1 de maio de 2024, na casa situada no Restelo, em Lisboa, e numa empresa ligada a Ricardo Leitão Machado. O empresário, de 47 anos, é cunhado do ministro António Leitão Amaro. As diligências decorrem no âmbito de uma investigação em que a PJ suspeita de práticas associadas a um alegado cartel relacionado com o uso de helicópteros.
Segundo informações recolhidas, o alvo das buscas integra a empresa Gesticopter Operations. A investigação visa apurar alegadas ligações entre a empresa e decisões públicas que teriam permitido o acesso a informações privilegiadas, num esquema que poderia ter lesado o Estado com cerca de 100 milhões de euros.
A ação policial faz parte de um processo onde se pretende esclarecer, de forma objetiva, se houve favorecimento ou tráfico de influência na contratação de serviços de helicópteros para combate a incêndios florestais. As autoridades não esclareceram, neste momento, se existem detenções ou quais os passos seguintes da investigação.
Contexto e próximos passos
As autoridades seguem a analisar as evidências recolhidas e aguardam esclarecimentos adicionais para fundamentar eventuais acusações. A heel de que o caso envolve contratos para operações de prevenção e mitigação de incêndios é central para compreender o impacto financeiro alegadamente detido.
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