- O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos catorze agentes da PSP detidos na operação que investiga tortura, violação, abuso de poder e agressões a cidadãos detidos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa.
- Para os outros três suspeitos, o MP requereu prisão domiciliária e para os restantes suspensões de funções.
- A operação, desencadeada na terça-feira, envolveu cerca de trinta buscas domiciliárias e em instalações policiais, e houve detidos entre catorze agentes da PSP, mais um quinto agente e um civil, estes dois já libertados.
- O ministro da Administração Interna afirmou que os agentes visados poderão ter interagido com o comportamento desviante investigado.
- Esta é a terceira operação policial desde julho de dois mil e vinte e five relacionada com suspeitas de tortura e violação de detidos, já tendo havido fases anteriores de detenção de agentes e abertura de processos disciplinares.
O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 agentes da PSP detidos no âmbito da operação que investiga alegados crimes de tortura, violação, abuso de poder e agressões a cidadãos detidos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa. A decisão foi revelada neste sábado pela Procuradoria.
Para outros três suspeitos, o MP solicitou prisão domiciliária, enquanto os restantes terão suspensões de funções, avança a RTP. A operação ocorreu na terça-feira, com cerca de 30 buscas domiciliárias e em instalações policiais em Lisboa.
Do total, 14 agentes da PSP foram detidos, acrescidos de um 15.º agente e de um civil, que já foram libertados. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que os agentes visados poderão ter interagido com o comportamento desviante investigado.
Desdobramentos da investigação
Este é o terceiro operação policial desde julho de 2025 relacionada com suspeitas de tortura e violação de detidos. Na primeira fase, dois agentes da PSP foram detidos, com 22 e 26 anos. Em março deste ano, outros sete polícias foram detidos e permanecem em prisão preventiva.
O caso já originou nove processos disciplinares e um inquérito interno, envolvendo agentes que teriam assistido a vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp. As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre os relatos ou identidades.
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