- Encontrado o corpo de Ricardo Claro, empresário de 50 anos, numa zona de mato em Esteval, Loulé, Algarve, após o desaparecimento em março, com indícios de morte violenta segundo a PJ.
- A investigação aponta para a atuação de três suspeitos, trabalhadores do restaurante de luxo em Vale do Lobo, com o crime desencadeado por uma discussão com um dos raptores, despedido do estabelecimento.
- O agressor teria exigido indemnização, mas Ricardo alegou que não lhe devia nada, por não haver contrato de trabalho, iniciando-se, assim, o plano de ataque com várias ameaças.
- Rogério, ex-funcionário da empresa e conhecido próximo de Ricardo Claro, foi detido pela PJ e alegou ter dado informações aos cúmplices; uma das motivações seria o risco de fuga para o Brasil.
- Dois dos suspeitos continuam em fuga, também no Brasil; o juiz de instrução criminal aplicou a prisão preventiva a Rogério por suspeita de envolvimento no sequestro e fuga iminente.
Foi encontrado o corpo de Ricardo Claro, empresário e gestor de um restaurante de luxo no Algarve, que estava desaparecido desde março. O cadáver foi localizado numa zona de mato na área de Esteval, com indícios de morte violenta que, segundo a Polícia Judiciária (PJ), terá ocorrido na data do desaparecimento.
A investigação da PJ aponta que o empresário terá sido apanhado por três suspeitos, ligados ao restaurante em Vale do Lobo. Um conjunto de ameaças terá desencadeado o crime, após uma discussão com um ex-funcionário que foi despedido.
Ricardo Claro, de 50 anos, teria vindo a enfrentar recorrentemente a possibilidade de novas ameaças, tendo procurado evitar situações de risco deslocando-se à casa da mãe, onde esteve até sair por volta das 21h00. O comportamento preocupado do empresário já era conhecido por Rogério, outro antigo colaborador próximo dele.
Rogério está detido pela PJ sob suspeita de envolvimento no sequestro, tendo, conforme dados já divulgados, partilhado informações com dois cúmplices que estão a monte. O trio é de nacionalidade brasileira, segundo as primeiras informações oficiais.
O juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Faro aplicou a medida de prisão preventiva a Rogério, face ao risco elevado de fuga, considerando as ligações ao Brasil e o potencial encobrimento do crime. O detido reconheceu ter partilhado informações com os cúmplices, mas nega ter participado no homicídio.
A PJ continua a investigação para apurar implicações dos três suspeitos, confirmar o envolvimento de cada um e esclarecer a correspondente relação entre o sequestro, as extorsões e o homicídio. O outro par de suspeitos permanece em fuga, com informações de que teriam tentado fugir para o Brasil.
Entre na conversa da comunidade