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Polícia desarticula rede envolvida em desvios milionários de banco público

Polícia Federal desmantela rede que desviou mais de 500 milhões de reais de banco público; 43 mandados, 21 suspeitos, ligações ao Comando Vermelho e arrestos de ativos até 47 milhões

Foto: Polícia Federal
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  • A Polícia Federal criou uma operação para desarticular uma rede acusada de desviar mais de 500 milhões de reais de um banco público, a Caixa Econômica Federal, com início em 2024.
  • A investigação aponta ligações entre alguns alvos e o Comando Vermelho, organização criminosa com base no Rio de Janeiro.
  • Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e são procurados 21 suspeitos para prisão preventiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
  • O esquema envolvia aliciar funcionários, usar empresas de fachada para movimentação de fundos e ocultação de recursos ilícitos, que eram desviados para bens de luxo e criptomoedas.
  • Além das prisões, a Justiça determinou arrestos de imóveis, veículos e ativos financeiros até 47 milhões de reais, com levantamento de sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas singulares e 172 pessoas coletivas; os suspeitos podem enfrentar mais de 50 anos de prisão.

A Polícia Federal desarticulou uma rede acusada de desvios milionários de dinheiro público. A operação ocorreu nesta quarta-feira e envolveu 43 mandados de busca e apreensão. O objetivo é prender 21 suspeitos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A investigação aponta um esquema contra a Caixa Econômica Federal.

Segundo a corporação, a rede era estruturada e destinava‑se a obter vantagens ilícitas a partir da gestão de recursos da banca pública. Trabalhadores de instituições financeiras eram recrutados para inserir dados falsos no sistema, abrindo caminho a levantamentos indevidos.

Alguns alvos teriam ligações ao Comando Vermelho, segundo reportagens locais, com base no Rio de Janeiro. As ações buscavam interromper a movimentação financeira ilícita e identificar os responsáveis pelos desvios.

Detalhes da operação

A Justiça determinou o arresto de imóveis, veículos e ativos financeiros até 47 milhões de reais. Também foi ordenado o levantamento do sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas singulares e 172 pessoas coletivas. As informações indicam um período de atuação a partir de 2024.

As autoridades apuram crimes como associação criminosa, burla qualificada, branqueamento de capitais, gestão fraudulenta, corrupção e crimes contra o sistema financeiro nacional. A investigação não encerrou e pode levar a novas detenções ou diligências.

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