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Gestor é acusado de desviar mais de 369 mil euros dos Bombeiros de Tábua

Investigação aponta desvio superior a 369 mil euros dos Bombeiros de Tábua entre 2013 e 2018, com parte do dinheiro a financiar imóveis e possível perda a favor do Estado

Gestor está acusado de se apropriar, entre 2013 e 2018, de quantias pertencentes à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Tábua
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  • O Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Coimbra informou, nesta quarta-feira, que um gestor acusam-se de desviar mais de 369 mil euros dos Bombeiros de Tábua.
  • O arguido acumulava funções de gestor, tesoureiro e contabilista certificado, atuando ao arrepio de impedimentos legais.
  • Apropriou-se, progressivamente, de quantias das contas bancárias da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Tábua e das caixas dos centros de exame, canalizando-as para contas pessoais e para a sua sociedade comercial.
  • Falsificou elementos contabilísticos da associação, impedindo que a direção percebesse as apropriações.
  • Parte do dinheiro foi destinada à compra de imóveis; o Ministério Público pediu a perda a favor do Estado desse montante, sem prejuízo de eventual indemnização à vítima. A investigação foi feita pela Diretoria do Centro da Polícia Judiciária.

O Ministério Público — Delegacia de Investigação e Ação Penal Regional de Coimbra anunciou, nesta quarta-feira, que um gestor da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Tábua é acusado de desviar mais de 369 mil euros entre 2013 e 2018. O alegado esquema envolvia apropriação de fundos da AHBVT.

Segundo o MP, o arguido acumulava funções de gestor, tesoureiro e contabilista certificado, atuando “ao arrepio das normas vigentes” de impedimentos. Mantinha acesso a contas bancárias da associação e às caixas dos centros de exame, canalizando os valores para contas pessoais e para a empresa que ele próprio constituíra.

A investigação aponta que parte do dinheiro foi utilizado na aquisição de imóveis. O MP pediu a perda a favor do Estado do montante correspondente à vantagem obtida com os crimes, sem prejuízo de possíveis indemnizações à vítima. A instrução esteve a cargo da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária.

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