- Um homem de 32 anos, com sete anos de cadeia por furtos, foi detido novamente na semana passada em Vila Real, onde habita sob o alias “Sicra”.
- Em liberdade há um ano, confessou ter sido à antiga delegação do Ministério da Agricultura, hoje sede da CCDRN, para roubar dinheiro e valores para comprar droga.
- Já no primeiro assalto, furtou as chaves de um automóvel Peugeot, mas não revelou onde estavam; a PSP identificou o modus operandi e o suspeito confirmou os factos.
- No fim de semana seguinte, ao tentar novo assalto, a CCDRN mudou os códigos da ignição do Peugeot, mantendo o veículo parado; o agressor danificou pneus, tentou furto de combustível e pintou paredes com tinta de brucelose, que fica difícil de remover.
- Ontem, a Polícia de Segurança Pública de Vila Real deteve-o; negou as acusações, alegando perseguição, mas acabou por confessar que tentou limpar as mãos manchadas de tinta com diluente, sem sucesso.
O assalto que voltou a estremecer Vila Real ocorreu na semana passada, quando um indivíduo conhecido como “Sicra” entrou numa antiga delegação do Ministério da Agricultura, hoje sede da representação local da CCDRN. O alvoroço começou com arrombamentos e sinais de intrusão, levando a PSP a atuar de imediato.
O suspeito, com 32 anos e historial de furtos, esteve em prisão por sete anos. Em liberdade há cerca de um ano, terá entrado no edifício à procura de dinheiro e valores para financiar o consumo de droga. A ação envolveu apenas objetos de valor baixo, sem sucesso no recurso a chaves de automóvel.
O local da atuação é a antiga delegação, situada em Vila Real, onde a CIDRN funciona como ponto de referência para as autoridades regionais. O episódio ocorreu na sequência de uma recaída, segundo a narrativa do suspeito, que acabou por confessar parte dos factos às autoridades após o encontro com a equipa de investigação.
Investigação e desdobramentos
A investigação criminal da PSP de Vila Real identificou o modo de operação utilizado por Sicra, associando o conjunto de ações ao mesmo autor. Horas depois das primeiras diligências, o suspeito confirmou as tentativas de furto, não chegando a esclarecer a localização das chaves do Peugeot presente no parque da CCDRN.
No fim de semana seguinte, o mesmo espaço foi novamente alvo de ações de furto e vandalismo. A PSP informou que o veículo Peugeot foi movido, mas os códigos de ignição tinham sido alterados pela CCDRN, o que impediu a saída do automóvel. De regresso às suas ações, Sicra causou danos em pneus de viaturas e tentou furtar combustível, sem sucesso em obter objetos de maior valor.
As evidências recolhidas apontam ainda para o uso de spray de tinta da marca associada às operações de marcação de gado doente. A tinta, de difícil remoção, acabou por cobrir paredes interiores, com o suspeito a realizar ações adicionais sem cumprir as instruções do produto.
Ontem, a PSP deteve o homem. Sicra negou inicialmente as acusações, alegando perseguição policial, e justificou as manchas de tinta nas mãos com tentativas de limpeza. A confissão parcial chegou apenas após contacto das autoridades e com explicações sobre o uso de diluentes, que não surtiram efeito.
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