- Sete agentes da esquadra do Rato ficaram em prisão preventiva, depois de detenções esta semana, segundo a direcção nacional da PSP.
- JIC aplicou as medidas de coacção neste sábado, juntando-se a dois arguidos já acusados pelo MP de violação e tortura de pessoas levadas àquela esquadra.
- O MP acusa estes sete agentes de tortura grave, violação consumada e tentada, abuso de poder, detenção de arma proibida e ofensas físicas graves no âmbito de um segundo inquérito.
- Além dos sete, existem três agentes constituídos arguidos, dois já acusados em janeiro e em prisão preventiva desde julho do ano passado; há também uma nova investigação dirigida a outros participantes de um grupo online no WhatsApp.
- O caso envolve vídeos de abusos gravados durante as detenções e partilhados num grupo de WhatsApp com cerca de setenta pessoas; o inquérito permanece em segredo de justiça.
Sete agentes da esquadra do Rato continuarão detidos em prisão preventiva, após a decisão da Juíza de Instrução Criminal (JIC) proferida neste sábado. Estão acusados de tortura grave, violação consumada e tentada, abuso de poder, detenção de arma proibida e ofensas à integridade física graves, no âmbito de um segundo inquérito sobre esses acontecimentos em Lisboa.
A decisão junta-se a dois arguidos já acusados pelo Ministério Público, ligados aos mesmos factos ocorridos na esquadra do Rato. Os sete agentes detidos na quarta-feira integram um conjunto de 9 arguidos na investigação atual. A investigação envolve também um grupo de participantes do WhatsApp que difundiam vídeos das agressões.
Além dos factos do Rato, o MP já tinha apresentado acusação em janeiro contra dois agentes por tortura, violação e humilhação de pessoas vulneráveis. O inquérito já envolveu uma rede de vídeos partilhados entre cerca de 70 pessoas, segundo apuramento policial anterior.
Casos e investigações em curso
Uma nova investigação foi aberta para apurar a participação de outros agentes no grupo online do WhatsApp. O inquérito permanece em segredo de justiça e segue a análise de documentos, vídeos e testemunhos recolhidos durante as diligências policiais.
As autoridades indicam que a atuação envolve conduções de cidadãos vulneráveis, como toxicodependentes, imigrantes e pessoas sem abrigo, com relatos de protagonismo de alguns em atividades de tortura. Os vídeos eram partilhados entre os membros do grupo.
As autoridades continuam a recolher provas e a ouvir testemunhos para esclarecer o papel de cada arguido. Não estão anunciadas novas medidas de coação neste momento, além da prisão preventiva já decretada.
Entre na conversa da comunidade