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Missão húngara chega a Kiev para investigar interrupção no Druzhba

Missão húngara chegou a Kiev para avaliar interrupção do oleoduto Druzhba, em meio a tensões entre Budapeste e Kiev e ao risco energético europeu

O oleoduto Friendship, perto da aldeia de Bobovichi, a cerca de 330 km de Minsk
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  • A missão de inquérito húngara chegou a Kiev, conforme vídeo publicado por Viktor Orbán, que mostra o Secretário de Estado Gábor Czepek a explicar a viagem de 14 horas e o alojamento na embaixada.
  • A equipa, liderada por Gábor Czepek, é composta por quatro membros e tem como objetivo verificar o estado do oleoduto Druzhba e facilitar a retoma do fornecimento de petróleo.
  • O oleoduto tem o abastecimento interrompido desde o final de janeiro, após um ataque russo; a Hungria acusa a Ucrânia de bloqueio político, que Kiev nega.
  • O encontro entre Orbán e Czepek aconteceu após controvérsia entre Hungria e Ucrânia sobre o incidente, com divergências diplomáticas entre os governos.
  • O primeiro-ministro húngaro sustenta que, num contexto de maior risco no Médio Oriente e crise petrolífera na Europa, manter o Druzhba operativo é estratégico para a Hungria.

O governo húngaro enviou uma equipa para investigar a interrupção no oleoduto Druzhba, com o objetivo de avaliar o estado da infraestrutura e facilitar a retoma do abastecimento. A missão chegou a Kiev após uma saída de 14 horas, conforme o líder da delegação relatou numa publicação.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, divulgou um vídeo no Facebook em que aparece a falar com Gábor Czepek, secretário de Estado à frente da missão. Segundo Czepek, a equipa está hospedada numa embaixada e contactou autoridades energéticas ucranianas para trabalhar em conjunto.

A equipa de quatro membros é liderada por Czepek, e inclui um perito técnico, um especialista em relações internacionais e um analista de mercado. O objetivo é verificar o estado do Druzhba e facilitar uma reativação rápida do fornecimento de petróleo.

Contexto do Druzhba e controvérsia

Desde o ataque russo que interrompeu o transporte de petróleo, no final de janeiro, as relações entre Hungria e Ucrânia agravaram-se. Budapeste acusa Kiev de bloquear o fluxo por motivos políticos; Kiev nega. A missão visa esclarecer responsabilidades e caminhos para a retoma.

Orbán indicou, no mesmo contexto, que a proteção de rotas de abastecimento é estratégica para a Hungria. A invasão na Ucrânia elevou o interesse europeu por recursos energéticos alternativos, com foco na continuidade de transporte pelo Druzhba.

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