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EUA reconhecem cooperação do governo venezuelano

EUA reconhecem cooperação do Governo venezuelano; a primeira venda de crude venezuelano sob supervisão norte‑americana movimenta cerca de 500 milhões de dólares sob acordo energético

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  • A Casa Branca reconheceu que o Governo venezuelano tem cumprido todas as exigências e solicitações dos EUA desde a captura de Nicolás Maduro.
  • Em conferência, no dia em que Donald Trump recebeu María Corina Machado, a porta-voz Karoline Leavitt reiterou que o Presidente espera que haja eleições algum dia, sem data definida.
  • As autoridades interinas em Caracas, lideradas pela Presidente interina Delcy Rodriguez, têm cooperado com os EUA dentro do quadro acordado.
  • Foi concluída a primeira venda de petróleo venezuelano desde que os EUA passaram a controlar o setor, num valor estimado em 500 milhões de dólares, integrada num acordo com o Governo interino.
  • A receita fica em contas controladas pelos EUA, com a conta principal no Qatar, e o plano prevê cerca de dois mil milhões de dólares em transações futuras, com Trump a manter o controlo sobre as receitas.

A Casa Branca afirmou que o Governo venezuelano tem cumprido, desde a detenção de Nicolás Maduro, as exigências e solicitações dos Estados Unidos e do Presidente Donald Trump. A declaração foi feita numa conferência de imprensa no mesmo dia em que Trump recebeu Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana e Prémio Nobel da Paz. A porta-voz Karoline Leavitt insistiu que a Administração mantém a esperança de que a Venezuela realize eleições algum dia, sem indicar um calendário.

A coordenadora do gabinete de comunicação esclareceu que as autoridades interinas em Caracas, lideradas pela Presidente interina Delcy Rodríguez, continuam a cooperar com os EUA no quadro definido pelo Governo norte-americano. Ao mesmo tempo, os EUA concluíram a primeira venda de petróleo venezuelano desde que passaram a controlar o setor energético do país.

A transação tem valor mais de 500 milhões de dólares e integra um acordo energético recente entre Washington e o Governo interino em Caracas. O carregamento de crude venezuelano será gerido sob supervisão dos EUA, com a receita centralizada numa conta principal situada no Qatar, alegadamente para facilitar transferências sob aprovação norte-americana.

Venda de petróleo e perspetivas futuras

Segundo o Executivo dos EUA, outras vendas poderão ocorrer nos próximos dias ou semanas, num plano que prevê transações no total próximo de dois mil milhões de dólares. A porta-voz Taylor Rogers descreveu o acordo como histórico e benéfico para consumidores norte-americanos e para o povo venezuelano, ao promover o acesso a hidrocarbonetos.

Trump anunciou também que entre 30 e 50 milhões de barris de crude de alta qualidade seriam entregues aos Estados Unidos, com a expectativa de cobrir um a dois meses de produção. O chefe de Estado afirmou ainda a intenção de controlar as receitas geradas por estas vendas.

A Administração assinou ainda uma ordem executiva de emergência para proteger ativos venezuelanos, incluindo as receitas do petróleo detidas nos EUA, de eventuais confiscações por tribunais ou credores. A posição de grandes empresas do setor foi mapeada: a ExxonMobil indicou dificuldades em investir na Venezuela dadas as circunstâncias atuais, refletindo um ambiente complexo para o investimento.

Contexto e próximos passos

O movimento insere-se num conjunto de medidas para estreitar a cooperação entre Washington e Caracas, no âmbito de uma estratégia energética e política. O Governo venezuelano mantém a cooperação com o que descreve como uma transição de poder sob supervisão internacional, sem indicar prazos para eleições, que continuam na agenda do Governo norte-americano.

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