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Jorge Pinto desiste se houver decisão concertada à esquerda

Candidato do Livre admite desistir da Presidência se houver acordo concertado entre esquerda; cenário depende de aproximação entre líderes

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Jorge Pinto desiste se houver decisão concertada à esquerda
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  • Jorge Pinto, candidato do Livre, só aceitaria desistir se houver acordo concertado entre os candidatos de esquerda e ajustamento de ideias por parte de António José Seguro.
  • Até agora não houve contacto entre as campanhas e a candidatura nem começou formalmente.
  • A sondagem mais recente coloca Pinto com 1,8 por cento das intenções de voto, em oitavo lugar, atrás de PCP e Bloco de Esquerda.
  • O Observador avança que uma desistência individual seria improvável para o Livre, por implicar desgaste da imagem do partido.
  • Um cenário de desistência coletiva exigiria um entendimento entre esquerda; a Intercampus, a 18 de dezembro de 2025, indicou 4,90 por cento para o Livre, ainda abaixo de sete por cento.

O candidato do Livre, Jorge Pinto, mantém a hipótese de retirar a candidatura à Presidência da República caso surja um acordo concertado entre a esquerda e haja aproximação de António Filipe e António José Seguro. Até agora, não houve qualquer contacto entre as campanhas.

Na prática, a situação persiste sem comunicação entre os principais agentes. O Observador apurou que a intenção de Pinto permanece, mas admite-se que uma desistência possa ocorrer em conjunto com outros candidatos de esquerda.

A sondagem divulgada revelou 1,8% de intenções de voto para Pinto, em 8.º lugar, atrás de PCP e Bloco de Esquerda. Ainda assim, o Livre desvaloriza as sondagens, defendendo que existe um vazio eleitoral onde Pinto surge com propostas diferentes para os jovens.

Mudança de tema: condição para desistência

Para que haja desistência, é essencial um acordo entre os candidatos de esquerda. Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto teriam de desistir em conjunto, enquanto António José Seguro deveria alinhar algumas propostas com as defendidas pelo Livre.

A posição de Seguro, apresentada na última semana, sobre um Presidente de esquerda que se imponha a uma possível revisão constitucional pela direita pode indicar adaptação de discurso, segundo fontes. Ainda assim, ninguém confirma negociações formais.

Caso haja desistência individual, essa hipótese não está em cima da mesa para Jorge Pinto. A decisão poderia fragilizar o apoio do Livre, sem garantias de que os eleitores migrariam para Seguro.

Entre as sondagens já divulgadas, a Intercampus de 18 de dezembro de 2025 registou 4,90% para o candidato do Livre. Mesmo assim, esse valor continua abaixo dos 7% apurados noutras ocasiões, o que pode complicar a perspetiva da candidatura.

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