- Cotrim de Figueiredo acusa Luís Marques Mendes de fraqueza por recorrer a Luís Montenegro no início da campanha e por não mobilizar todo o eleitorado da AD.
- Afirmou que Montenegro pode estar arrependido da escolha do candidato e que o seu adversário não mobiliza o eleitorado liberal como esperaria.
- Disse que pedir o voto útil tão cedo mostra fraqueza do candidato, e que o presidente do PSD recorre a um peso pesado para conseguir apoio.
- Sobre a Venezuela, elogiou a deposição de um ditador, mas expressou preocupação com o precedente internacional e com quem gere a transição, especialmente os EUA.
- Questionado sobre o que faria no lugar de Trump, evitou responder diretamente, dizendo que só dá uma resposta completa dentro de 72 horas.
O ex-presidente da Iniciativa Liberal (IL), Cotrim de Figueiredo, criticou a estratégia de Luís Marques Mendes na candidatura liberal, considerando que o recorre a Luís Montenegro é uma “prova de fraqueza”. A acusação surge na sequência de um pedido de Montenegro para que liberais votem em Mendes para evitar uma segunda volta.
Cotrim questionou também a mobilização do eleitorado da AD, sugerindo que Mendes não conseguiu consolidar o apoio de todo o espectro liberal. O eurodeputado afirmou que um líder que recorra cedo a um “peso pesado” dentro do partido demonstra fragilidade, segundo a leitura dele.
Contexto internacional e posição sobre a Venezuela
O candidato comentou, aos jornalistas durante uma visita a um lar em Santarém, a situação na Venezuela. Expressou aprovação pela deposição de um ditador, mas alertou para o risco de violação do direito internacional num possível assentamento militar. Confessou preocupações sobre as consequências políticas de longo prazo.
Sobre a gestão da Venezuela por parte dos EUA num período de transição, Cotrim destacou a incerteza de prazos, interesses e resultados. Vigilou quanto aos impactos estratégicos na política internacional e na posição de Portugal no contexto global.
Quanto a uma eventual decisão no papel de Trump, o candidato não respondeu de forma direta. Reiterou que não é possível comparar realidades distintas e indicou que pode fazê-lo apenas num prazo de 72 horas, o que classificou como um “tratado de política internacional”.
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