- O líder do Chega na Assembleia Municipal de Lisboa distanciou-se do vereador Bruno Mascarenhas e afirmou que não se revê nas ações da vereação.
- A posição surgiu no contexto de uma recomendação sobre competência e transparência nas nomeações para cargos de gestão da Câmara Municipal de Lisboa, apresentada pelo Livre.
- O caso de Mafalda Livermore, nomeada para vogal nos Serviços Sociais da CML e posteriormente exonerada, foi citado como exemplo de potenciais problemas com nomeações.
- O Chega negou ter sido consultado sobre as indicações para ocupação de lugares em empresas municipais e afirmou oposição às indicações.
- O tema gerou interrogações na AML, com intervenções de membros do PSD, PS e IL e menções a procedimentos internos em curso no Chega após a reportagem da RTP.
O líder da bancada do Chega na Assembleia Municipal de Lisboa distancia-se publicamente da vereação de Bruno Mascarenhas. A posição partiu num debate que decorreu esta terça-feira, em Lisboa, após uma recomendação sobre competência e transparência nas nomeações para cargos de gestão da Câmara Municipal.
O Chega afirma não ter sido consultado sobre as indicações para as administrações das empresas municipais e sublinha que não integra a vereação com Mascarenhas. A defesa foi feita no contexto de críticas ao modo como foram feitas algumas nomeações.
Controvérsia na Câmara e a recomendação
A intervenção veio após João Monteiro, do Livre, apresentar uma recomendação que questiona a transparência das nomeações, citando um caso envolvendo Mafalda Livermore. Livermore, antiga militante do Chega, foi nomeada para um cargo nos Serviços Sociais, mas foi exonerada quando se abriu investigação do MP.
O deputado do Livre apontou ligações entre Livermore e Mascarenhas, bem como alegadas atividades de habitação irregular associadas a Livermore, segundo reportagens da RTP. Defendeu a necessidade de conteúdo muito mais rigoroso nas nomeações.
Reações entre os grupos e o regimento
O líder do Chega na AML afirmou que a defesa da honra foi lida por si, antes de qualquer intervenção do parlamentar adversário. Acrescentou que a bancada não reconhece as alegações feitas sobre as indicações para cargos nas empresas municipais.
O presidente da AML, André Moz Caldas, comentou o uso da defesa da honra, enquanto outros partidos criticaram a forma de abordar o tema. Deputados do PSD, PS e IL comentaram o tom da discussão e a sua eventual instrumentalização política.
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