- Descoberta de mais de uma centena de fósseis de pterossauros no sítio El Pozo, na província de Teruel, Aragão, Espanha.
- Restos identificados incluem cranianos e pós-cranianos: mandíbula, várias vértebras, um úmero, falanges da asa e uma omoplata coracóide.
- A fragilidade dos ossos exigiu escavações e consolidação laboratoriais de grande precisão.
- O registo de pterossauros do Jurássico Superior na Península Ibérica é raro; El Pozo representa o primeiro registo concreto desta era na região centro‑oriental da península.
- A análise dos fósseis deverá ampliar o conhecimento sobre ecossistemas costeiros do leste da Ibéria há 145 milhões a 150 milhões de anos.
Mais de uma centena de fósseis de pterossauros foram encontrados no sítio de El Pozo, na província de Teruel, Aragão. A descoberta coloca o local entre os mais importantes para répteis voadores na Península Ibérica.
Os vestígios foram desenterrados durante campanhas de escavação conduzidas pela Fundação Paleontológica Teruel-Dinópolis. O conjunto inclui mais de cem elementos esqueléticos, crânios e peças pós-cranianas.
Entre os restos recolhidos estão fragmentos de mandíbula, vértebras, um úmero, falanges das asas e uma omoplata coracóide. A preservação exigiu trabalho de laboratório cuidadoso.
Descoberta e significado
A fragilidade dos ossos, com estrutura oca e leve, impôs ensaio de consolidação em laboratório para evitar danos. Este registo de pterossauros do Jurássico Superior é o mais completo na região centro-oriental da Península.
Os fósseis ajudam a entender ecossistemas costeiros da Ibéria entre 145 e 150 milhões de anos. Parte dos achados já foi apresentada no Paleo-NE 2025, no Brasil, associando alguns restos ao grupo dos pterodactilóides.
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