O primeiro-ministro Luís Montenegro admitiu que Portugal pode registar défice em 2026, devido à excecionalidade causada pelas tempestades e pela crise energética. Rejeita, contudo, a obsessão por excedente orçamental que impeça apoios ao país.
Em Bruxelas, aos jornalistas, na chegada à reunião do Conselho Europeu, Montenegro disse que, mesmo com o crescimento económico e bons desempenhos orçamentais recentes, é viável um défice sem implicar desequilíbrios graves.
O chefe de Governo sublinhou que o défice não significa necessariamente um caminho de penalização para o país, defendendo que não haverá uma procura por superávites excessivos apenas para cumprir metas formais.
Por fim, destacou que as medidas adotadas visam acompanhar as consequências sociais da tempestade e da crise energética, sem colocar em risco a continuidade do apoio financeiro necessário.
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