- Joana Amaral Dias declara voto nulo nas presidenciais, dirigindo-se aos indecisos e aos votos brancos/nulos.
- Observa onze nomes no boletim, mas diz não ver um presidente à altura dos desafios, apontando fragmentação nas sondagens.
- critica Gouveia e Melo pela política com fardas e pela perceção de resultados ruins em saúde; considera-o pouco estável politicamente.
- critica Marques Mendes, Cotrim de Figueiredo e André Ventura por comportamentos ou propostas que considera inadequados para Belém; rejeita as ligações a interesses externos ou de terceiros.
- afirma que faltam os demais candidatos e um projeto de país, conclui que votar nulo é um protesto contra “candidatos fantasma” e a degenerescência do regime.
A notícia destaca a declaração de voto de Joana Amaral Dias durante o atual ciclo eleitoral. A ativista dirige-se aos indecisos e aos votantes que anseiam por clareza, afirmando votar com exigência, não por desinteresse. A comunicação é apresentada como um protesto contra a falta de visão.
A autora refere que existem onze nomes admitidos no boletim de voto, mas considera que nenhum candidato reúne condições para enfrentar os desafios do país. A fragmentação de propostas é apontada como indicadora de fragilidade na liderança.
Joana Amaral Dias analisa criticamente vários nomes em cena. Gouveia e Melo é descrito com uma leitura negativa por alegadas falhas em políticas de saúde. Marques Mendes é visto como facilitador de contactos públicos com retorno financeiro. Cotrim de Figueiredo é apresentado como defensor de agendas tecnocráticas europeias.
A autora também critica André Ventura, apontando falhas nas propostas sobre imigração e soberania. António José Seguro é descrito como instável por posições indefinidas. Catarina Martins e outros representantes são vistos como figuras de nicho sem projeto claro.
O texto menciona ainda Humberto Correia e Manuel João Vieira de forma irónica, sugerindo que o humor não consolida uma presidência. O ausente é referido como figura de peso ausente no debate público, incapaz de apresentar um projeto claro para o país.
Conclui-se com a decisão de votar nulo, apresentado como forma de protesto contra o que considera degenerescência do regime e a presença de candidatos considerados pouco consistentes. A autora classifica a situação como sintomática da crise institucional.
Fonte: declaração publicada no SAPO Cortexfrontal, assinada pela ativista Joana Amaral Dias, com envio por e-mail.
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