- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou uma garantia de 200 milhões de euros para apoiar investimento privado em tecnologias nucleares inovadoras, com recursos do Sistema de Comércio de Emissões.
- A medida pretende reduzir as vulnerabilidades da UE face à dependência de importações de gás e petróleo do Médio Oriente.
- Von der Leyen destacou que a eletricidade na Europa é estruturalmente cara e que a energia nuclear pode fornecer energia fiável 24 horas por dia.
- A proposta aposta numa combinação de energia nuclear com energias renováveis, armazenamento, flexibilidade e redes eléctricas para reforçar a independência energética.
- A estratégia inclui uma nova abordagem aos pequenos reatores modulares, com objetivo de operacionalização na Europa no início da década de 2030, além de simplificação regulatória e espaços de testes para tecnologias inovadoras.
A presidente da Comissão Europeia anunciou uma garantia de 200 milhões de euros para apoiar investimento privado em tecnologias nucleares inovadoras. A medida visa reduzir as vulnerabilidades associadas à importação de gás e petróleo do Médio Oriente. O anúncio foi feito esta terça-feira, em Paris, durante uma Cimeira sobre Energia Nuclear.
A garantia, financiada pelo Sistema de Comércio de Emissões, pretende diminuir o risco dos investimentos em tecnologia nuclear de baixo carbono e incentivar mais investidores a participar. A dirigente destacou que a Europa não é produtora de petróleo nem de gás e depende de importações caras e voláteis.
A responsável frisou ainda que os preços da eletricidade na Europa permanecem elevados. A solução apontada passa pela energia nuclear, considerada fiável e capaz de fornecimento contínuo. A estratégia combina nuclear com renováveis, armazenamento e redes elétricas para aumentar a independência energética.
Estrutura para reatores modulares
A Comissão apresentou uma nova estratégia europeia para pequenos reatores modulares, com objetivo de operar na Europa no início dos anos 2030. A meta é reforçar a competitividade industrial e assegurar energia acessível.
A iniciativa inclui simplificação regulatória, espaços de teste para tecnologias inovadoras e maior cooperação entre Estados-membros para acelerar licenciamentos e desenvolver competências no setor.
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