- O médico palestiniano Hussam Abu Safiya, ex-diretor do Hospital Kamal Adwan, está detido por Israel há 18 meses e encontra-se em estado crítico.
- O advogado e a organização Médicos pelos Direitos Humanos de Israel apontam maus-tratos e lesões; uma avaliação em 2 de julho revelou que ele parecia extremamente fraco e com marcas na cabeça, ao redor dos olhos, orelhas e pescoço.
- As Forças Armadas de Israel dizem que ele está sob investigação por suspeita de cooperação com o Hamas; familiares e ONGs contestam as acusações.
- O Serviço Prisional de Israel rejeita as alegações de abusos e afirma que os detidos recebem cuidados médicos conforme as diretrizes do Ministério da Saúde; houve pedido de transferência para outra instalação.
- Em outubro de 2025, a detenção foi prorrogada por mais seis meses; a família e defensores humanitários expressam preocupação e descrentes em relação aos acordos de libertação em troca de reféns.
Hussam Abu Safiya, médico palestiniano e ex-diretor do Hospital Kamal Adwan, permanece detido pelas forças israelitas há 18 meses. A detenção, sem acusação formal, é alvo de contestação jurídica e de denúncias de maus-tratos durante o cativeiro.
Segundo o advogado Nasser Odeh e a organização Médicos pelos Direitos Humanos de Israel, Abu Safiya está em estado crítico e com sinais de fraqueza extrema. A visita de 2 de julho mostrou-lhe lesões recentes na cabeça, face, pescoço e olhos, e dificuldade respiratória.
As autoridades israelitas afirmam que o médico, 53 anos, é investigado por cooperação com o Hamas ou por trabalhar para a organização. Colaboradores humanitários negam as acusações, destacando o papel dele durante o cerco de Gaza.
O Serviço Prisional de Israel classificou as alegações como falsas e sem fundamento factual, sem detalhar o caso. Alega manter prisioneiros sob a lei e com cuidados médicos conforme o Ministério da Saúde.
Em outubro de 2025, foi prorrogada por mais seis meses a detenção de Abu Safiya. A família, incluindo Idris Abu Safiya, expressou preocupação pública sobre a situação, referindo esperança de libertação em intercâmbios passados.
Israel enfrenta críticas por condições de detenção de palestinianos desde o início da guerra com o Hamas, em outubro de 2023. Organizações de direitos humanos e a ONU apontam padrões de abuso sistemático.
Desde o início do conflito, o número de detidos palestinianos aumentou consideravelmente, com milhares ainda sob custódia. Agências de notícias já tinham noticiado condições precárias nas prisões.
A guerra entre Israel e o Hamas teve início a 7 de outubro de 2023, após um ataque em Gaza que causou dezenas de mortos e centenas de reféns. O balanço oficial aponta milhares de mortos entre os palestinianos em Gaza.
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