- Sondagens indicam que a Alternativa para a Alemanha (AfD) pode obter maioria absoluta nas eleições regionais de setembro na Saxónia-Anhalt, abrindo caminho a um governo regional pela primeira vez.
- No sistema federal, os governos estaduais têm amplos poderes em áreas como polícia e inteligência, o que levanta questões sobre o acesso a informações confidenciais.
- O ministro dos Assuntos Europeus e da Defesa, Pistorius (Partido Social-Democrata), disse que estão a ponderar quem pode ter acesso a dados confidenciais, devido à segurança do país.
- Pistorius justificou que se sentiria desconfortável em entregar informações confidenciais a um ministro regional da AfD, citando ligações da formação a Vladimir Putin.
- Em termos nacionais, uma sondagem recente coloca a AfD à frente da CDU/CSU por oito pontos (29% vs 21%).
O governo alemão pondera manter dados confidenciais sob sigilo em regiões com influência de uma força de extrema-direita. A discusão surge num contexto de sondagens para eleições regionais de setembro na Saxónia-Anhalt, no Leste da Alemanha, onde a AfD pode alcançar maioria absoluta.
Segundo o jornal Bild, o ministro do Transporte, parte da coligação, indicou que estão a ser analisadas medidas sobre quem pode ter acesso a informações sensíveis. A posição envolve a segurança do país e unidades policiais de cada estado.
O ministro enfatizou que a ideia de partilhar informações com um governo regional da AfD levanta preocupações. Observou que várias declarações públicas de representantes da AfD sugerem laços com a Rússia, o que alimenta a cautela sobre o tema.
Contexto eleitoral
Outro estado do leste, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, também tem eleições em setembro. A AfD lidera sondagens ali, mas é improvável que obtenha maioria absoluta.
A nível nacional, a AfD vem aumentando o apoio desde 2025, quando ficou em segundo lugar nas eleições federais. A CDU/CSU, de centro-direita, caiu para a segunda posição, segundo uma sondagem recente.
A sondagem nacional publicada hoje aponta a AfD com cerca de 29% e a CDU/CSU com 21%, refletindo o ganho de terreno do partido ao longo do tempo.
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