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César afirma que Montenegro tem síndrome de Estocolomo e retorna ao Chega

Presidente do PS acusa Luís Montenegro de síndrome de Estocolmo em relação ao Chega e antecipa que voltará ao partido de André Ventura

O secretário geral e o presidente do PS, José Luís Carneiro e Carlos César, respetivamente
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  • O presidente do PS, Carlos César, afirmou neste domingo que o primeiro-ministro Luís Montenegro tem síndrome de Estocolmo em relação ao Chega e que, apesar de maltratado e enganado, gosta do partido de André Ventura e deverá voltar a ele.
  • César disse que a circunstância de o PSD ter recorrido ao PS no caso da PSU não traduz uma mudança substancial na política do Governo da República.
  • Na perspetiva de César, o Governo PSD/CDS-PP tem estado “sob sequestro do Chega” e Montenegro estaria, no fundo, tocado pela Síndrome de Estocolmo.
  • O líder socialista afirmou que, na sociedade portuguesa, a alternativa ao extremismo não são os menos extremistas, mas sim os não extremistas, e que isso reduz a atração pela alternativa ao Governo.
  • César anunciou os resultados das moções setoriais do Congresso, que foram admitidas e aprovadas pelos dirigentes.

O presidente do PS, Carlos César, afirmou este domingo que o primeiro-ministro Luís Montenegro sofre de síndrome de Estocolmo em relação ao Chega, apesar de ser maltratado e enganado pelo partido de André Ventura. A declaração foi feita numa intervenção curta na Comissão Nacional do PS, em Lisboa.

Carlos César disse ainda que, na perspetiva do PS, o Governo PSD/CDS-PP tem vivido sob o que chamou de “sequestro do Chega” e que Montenegro revela estar tocado pela síndrome. O dirigente reforçou que, segundo ele, a alternativa ao extremismo não está nos menos extremistas, mas nos não extremistas.

O presidente do PS salientou que as intervenções na Comissão Nacional refletem o espírito do partido na sociedade portuguesa e a sua vontade de defender um bom governo. No final, anunciou os resultados das moções setoriais apresentadas no Congresso, que foram aprovadas pelos dirigentes.

Situação no Governo e próximos passos

Em Lisboa, o PS apresentou análise sobre a atuação do Governo da Restauração, defendendo a necessidade de políticas estáveis e de relação responsável com a oposição. O tom das declarações foi reiteradamente crítico, sem, no entanto, sugerir mudanças de curso imediatas.

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