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Missão portuguesa parte de Beja em aviões da Força Aérea após sismos na Venezuela

Portugal parte de Beja com 64 elementos em duas aeronaves para buscas, salvamento e apoio médico na Venezuela, com cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária

Equipas de resgate continuam a trabalhar no meio dos destroços na Venezuela
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  • A missão portuguesa para buscas, salvamento e primeiros socorros partiu de Beja, com 64 elementos em dois aviões da Força Aérea; o primeiro avião saiu às 22:22 e o segundo às 23:57.
  • Integram a força conjunta a Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
  • Segem a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamento de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores e alimentos.
  • A operação teve planeamento para 10 dias, com dois dias de reserva, e contou com coordenação entre os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna e da Saúde.
  • Nos sismos na Venezuela morreram pelo menos 929 pessoas e ficaram feridas 3.360; entre as vítimas estão pelo menos 28 portugueses ou lusodescendentes, e há 85 desaparecidos. A ONU indica mais de 50 mil desaparecidos.

A missão portuguesa destinada a auxílio em buscas, salvamento e primeiros socorros partiu de Beja, na base aérea, envolvendo 64 elementos em dois aviões da Força Aérea. O anúncio foi feito pelas Forças Armadas.

O primeiro transporte de passageiros decolou às 22:22 e o segundo às 23:57, ambas as ações na Base Aérea N.º 11. O envio integra uma força conjunta com elementos da UEPS, da ANEPC e do INEM.

A operação transporta cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamentos de proteção, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas e geradores. O objetivo é apoiar as atividades de socorro às vítimas.

Detalhes da missão

O planeamento de duração prevê 10 dias no terreno, com dois dias de reserva, replicando o cronograma de forças internacionais já presentes na Venezuela. A equipa envolve profissionais com experiência em cenários sísmicos.

Entre as entidades envolvidas na coordenação estiveram os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna e da Saúde, segundo a diplomacia portuguesa. O envio insere-se no compromisso de solidariedade internacional.

O número de mortos na Venezuela destacou-se como superior a 900, com mais de 3.000 feridos; há também dezenas de mortos entre portugueses e lusodescendentes. A ONU aponta para milhares de pessoas ainda por localizar.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram perto de Caracas, com várias réplicas registradas. Muitos edifícios desabaram ou sofreram danos graves na capital e na região de La Guaira, uma das zonas mais atingidas.

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