- Há pelo menos mais seis vítimas mortais a juntar à lista de 28 portugueses e lusodescendentes mortos nos dois sismos que abalaram a Venezuela; os novos óbitos são familiares diretos de Manuel Sardinha, que descreveu as mortes e resgates em várias ligações na sexta-feira.
- O balanço oficial permanece nos 929 mortos, embora se duvide de que o número real reflita as vítimas totais; há relatos de mais de 54 mil pessoas consideradas desaparecidas por um site de oposição.
- Portugal enviou socorro: dois aviões da Força Aérea partiram de Beja com 64 pessoas, incluindo elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e do INEM, e 23 toneladas de ajuda humanitária.
- As regiões autónomas dos Açores e da Madeira vão enviar uma força conjunta de socorristas, bombeiros e médicos, com a Madeira a ser a origem principal dos cidadãos portugueses na Venezuela.
- Um novo sismo de magnitude 4,9 ocorreu na noite de sexta-feira, no estado de Aragua, com características ainda por confirmar se é réplica ou independentemente. O sismo foi sentido em Caraca, a cerca de 86 quilómetros de Aragua, a 10 quilómetros de profundidade.
Há pelo menos mais seis vítimas mortais para acrescentar ao saldo de 28 portugueses e lusodescendentes já mortos nos dois sismos que abalaram a Venezuela. A informação foi anunciada na sexta-feira pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.
Os seis óbitos são familiares próximos de Manuel Sardinha, emigrante português que relatou à SIC Notícias o acidente. Três parentes estavam reunidos na casa onde celebravam o São João, quando os escombros os atingiram. Um filho foi resgatado com vida, enquanto o outro filho e Manuel recuperaram-se por estarem fora de casa no momento dos abalos.
Quanto ao balanço oficial, mantém-se nos 929 mortos. Há temores de que o número real seja superior. Um site de oposição aponta mais de 54 mil desaparecidos, com mais de 12 mil já localizados entre quase 67 mil databancados como desaparecidos. Os sismos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, atingindo La Guaira e Caracas, no litoral norte do país.
Portugal envia operacionais e ajuda humanitária
Portugal está a enviar socorro à Venezuela. Dois aviões da Força Aérea, com 64 pessoas, partiram de Beja, incluindo elementos da UEPS, da ANEPC e do INEM, e 23 toneladas de ajuda. A assistência inclui equipamentos de proteção, material de busca e salvamento, itens médicos, tendas, geradores e alimentos.
As regiões autónomas dos Açores e da Madeira também vão enviar uma força conjunta de socorristas, bombeiros e médicos. A Madeira é a origem de grande parte dos portugueses residentes na Venezuela. A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que a prioridade é resgatar os vivos, com apoio de equipas venezuelanas e de proteção civil.
Os Estados Unidos suspenderam temporariamente sanções para facilitar o envio de ajuda.
Reação internacional e novos abalos
O presidente português António José Seguro reuniu-se com comunidades portuguesas na Flórida, exprimindo condolências e desejando força a quem ainda luta para localizar familiares. Seguro está nos EUA para acompanhar o Mundial de futebol. Itália coordena também respostas, com 42 ítalo-venezuelanos desaparecidos, uma equipa de 100 socorristas e ajuda financeira.
Na sexta-feira houve um novo sismo de 4,9 graus, no estado de Aragua. Não se sabe ainda se é réplica ou evento distinto. O abalo foi sentido em Caracas, a cerca de 86 quilómetros de Aragua, a uma profundidade de 10 quilómetros.
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