- Pedro Sánchez compareceu no Congresso para prestar contas sobre múltiplos casos de corrupção que envolvem o PSOE, a família e o seu companheiro.
- O presidente afirmou que o debate público tem sido dominado por notícias judiciais e reiterou que não há impunidade para quem comete crimes.
- Foi referida uma cronologia do caso Koldo e decisões recentes do Tribunal Supremo que afetam José Luis Ábalos, Víctor de Aldama e Koldo García, mantendo a defesa de que o PSOE não se financiou irregularmente.
- Sobre Plus Ultra e Zapatero, Sánchez garantiu que não houve tratamento de favor e elogiou o antigo presidente, dizendo que não existe nada a ocultar.
- A oposição, liderada pelo Partido Popular, tentou apresentar Sánchez como o centro das tramas, com Núñez Feijóo a defender uma moção de censura.
O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, compareceu esta manhã no Congresso dos Deputados para prestar contas dos casos de corrupção que envolvem o seu partido e membros próximos. A intervenção ocorreu por iniciativa própria do chefe do executivo, que abriu a sessão após o último Conselho Europeu.
Sánchez afirmou que o debate público tem sido dominado por notícias judiciais e sublinhou que não se pode ignorar as investigações que envolvem o PSOE, a sua companheira Begoña Gómez e o irmão, David Sánchez. Garantiu que não há impunidade para quem comete crimes.
O chefe do governo reconheceu a presença de fugas de informação e afirmou que há atores políticos a misturar matérias para confundir o público, avançando uma cronologia relacionada com o caso Koldo e com decisões recentes do Supremo que atingem José Luis Ábalos, Víctor de Aldama e Koldo García.
Governo e financiamento
Sánchez assegurou que o PSOE não se financiou de forma irregular, referindo que houve utilização indevida de recursos por terceiros. Afirma que a responsabilidade recai sobre indivíduos externos à estrutura do partido e que o Governo não tem nada a ocultar.
O líder socialista defendeu que, nesta matéria, não pode haver impunidade e que o país vive numa democracia onde a clarificação pública é essencial. O presidente repetiu que o Executivo atua com transparência ao lidar com o caso Plus Ultra.
Posição sobre Plus Ultra e Zapatero
O Presidente afirmou que não houve tratamento preferencial à companhia aérea Plus Ultra e defendeu a atuação do antigo presidente José Luis Rodríguez Zapatero, alegando que, no seu governo, não houve casos de corrupção. Reiterou que não existem acusações contra o Governo como conjunto.
Sánchez disse que a pergunta não é quanto tempo vamos manter o curso, mas como manter o rumo sem abrir mão da integridade. A intervenção foi aplaudida pela bancada socialista, com reacções mais moderadas por parte do Sumar.
Casos envolvendo a família do Presidente
A meio da intervenção, Sánchez referiu-se aos casos de tráfico de influência que envolvem Begoña Gómez e David Sánchez. Garantiu que as acusações são infundadas e que o objetivo é derrubar o Governo com base em relatos sem fundamentação.
Núñez Feijóo, líder do PP, aproveitou a sessão para atribuir ao presidente responsabilidade política pelos casos envolvendo o PSOE e a sua família, sugerindo que o enquadramento político do alegado fenómeno de corrupção é central para a crítica da oposição.
Reacções no Parlamento
Feijóo destacou que a oposição possui vários casos judiciais em várias frentes, insinuando ligações entre os processos e a gestão governamental. A sua perspetiva é de que a crise de credibilidade do PSOE é um problema político que exige resposta rápida.
O debate decorre num contexto de tensão política, com o Governo a sustentar que as acusações são infundadas e motivadas politicamente, enquanto a oposição reforça o escrutínio sobre a integridade do executivo e do círculo próximo de Sánchez.
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