- O Tesouro dos Estados Unidos vai supervisionar os fundos iranianos libertados no âmbito do acordo com Teerão, com grande parte a ser utilizada na compra de produtos norte-americanos.
- O secretário adjunto do Tesouro, Scott Bessent, afirmou à CNBC que uma percentagem elevada desses fundos servirá para comprar alimentos e medicamentos norte-americanos, com acompanhamento no terreno no Médio Oriente.
- O objetivo é criar salvaguardas para o acesso de Teerão aos ativos congelados; o memorando divulgado não determina que os fundos devam ser usados apenas para compra de bens dos EUA.
- O governador do Banco Central iraniano negou que exista obrigação de adquirir apenas bens norte-americanos, e afirmou que os primeiros 12 mil milhões de dólares desbloqueados poderão servir para bens de primeira necessidade e medicamentos, sem exclusividade de origem.
- O acordo, assinado na semana passada, prevê o fim das hostilidades no Médio Oriente, a reabertura do estreito de Ormuz, a suspensão do bloqueio naval e medidas para limitar o programa nuclear do Irão.
O departamento do Tesouro dos EUA afirmou que irá supervisionar os fundos iranianos libertados no seguimento do acordo com Teerão. A prioridade é estabelecer salvaguardas para o acesso de Teerão a ativos congelados, com parte considerável destinada à compra de produtos norte-americanos.
Segundo o Tesouro, grande parte dos fundos deverá ser usada para adquirir alimentos e medicamentos dos EUA, com monitorização prática no terreno, no Médio Oriente. A posição foi anunciada pelo secretário adjunto do Tesouro, Scott Bessent, em televisão.
O acordo, assinado entre Washington e Teerão na semana passada, formaliza o fim de hostilidades militares no Médio Oriente e prevê negociações para um tratado de paz em 60 dias. Inclui ainda a reabertura do estreito de Ormuz e a suspensão do bloqueio naval norte-americano.
O documento não fixa obrigatoriedade de compra de bens americanos com os fundos libertados, o que gerou contestação de Rabia Iraniano. O governador do Banco Central do Irão negou a obrigação de direcionar os recursos apenas para os EUA.
Hemmati, chefe do banco central iraniano, afirmou por vídeo que os primeiros 12 mil milhões de dólares desbloqueados devem cobrir bens de primeira necessidade e medicamentos, sem exclusividade de origem. O líder americano reiterou que o dinheiro ficará sob controlo dos EUA.
O Tesouro não revelou o montante total que será libertado, nem a localização dos ativos nem o grau de controlo que Teerão terá sobre as compras. Também não foram detalhados os mecanismos de fiscalização previstos pelo Tesouro.
O acordo também prevê medidas para limitar o programa nuclear iraniano e passos para a cooperação regional, mantendo a posição de que o desbloqueio é condicionado ao progresso nas negociações e ao cumprimento de compromissos.
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