- O Japão vai aumentar as taxas de vistos de turismo pela primeira vez desde 1978, com entrada em vigor a 1 de julho de 2026.
- Visto de entrada única passa de 3 000 ienes para 15 000 ienes e visto de entradas múltiplas de 6 000 para 30 000 ienes (cerca de 87 € e 175 €).
- O governo justifica o aumento pela inflação de quase cinco décadas e alterações cambiais, afirmando que reflete o custo administrativo.
- O conjunto de mudanças integra uma reforma mais ampla da imigração, incluindo aumentos de taxas para residência e para pedidos de residência permanente, com aplicação prevista até 31 de março de 2027.
- O Japão afirma que, mesmo com o aumento, as taxas continuam alinhadas com outros países ocidentais; há 4,13 milhões de residentes estrangeiros no fim de 2025, com reforço de programas de língua japonesa e do sistema de imigração, incluindo o lançamento do JESTA em 2028.
O Japão anunciou o maior aumento de taxas de vistos em quase meio século, a entrar em vigor a 1 de julho de 2026. Visto de entrada única sobe de 3 000 ienes para 15 000 ienes, e o de entradas múltiplas passa de 6 000 para 30 000 ienes. Trata-se de uma resposta ao custo administrativo da imigração.
A mudança foi aprovada pelo Conselho de Ministros a 19 de junho de 2026. Responsáveis justificam o ajuste pela inflação acumulada e pela evolução das taxas de câmbio, que não refletem mais o custo atual de emissão de vistos.
Aumento e impactos
Apesar do salto, o governo diz que as taxas permanecem, em termos gerais, competitivas face a EUA e Alemanha. A subida atinge sobretudo turistas e viajantes de negócios que necessitam de visto de entrada.
O aumento integra um pacote mais vasto de reformas à imigração, com novas taxas para renovação de estatuto, residência permanente e serviços correlatos. O objetivo é financiar o crescimento da população estrangeira no país.
Novo sistema de viagem
A legislação aprova o Sistema Eletrónico de Autorização de Viagem (JESTA) para países com isenção de visto. Viajantes de 74 países deverão indicar dados antes da partida, com cruzamento de informações para identificar risco de permanência ilegal.
O JESTA deverá ser lançado no ano fiscal de 2028, permitindo a recusa de embarque a viajantes considerados de alto risco. O governo pretende assim reforçar controlo documental e segurança migratória.
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