- Pedro Duarte, proposto para vice‑presidente do PSD, apresentou a posição à entrada para a sessão de encerramento do congresso social-democrata em Anadia, Aveiro.
- Defendeu que a governabilidade do governo PSD/CDS permanece em dúvida após o chumbo na sexta-feira na Assembleia da República, afirmando que a situação política é “exatamente a mesma”.
- Afirmou que houve um retrato da atual política nacional, com a CGTP‑IN emocionada pelo voto do Chega, o Chega a erguer o punho socialista e o PS desorientado.
- Questionado sobre parcerias entre Chega e PS, disse que o PSD deve respeitar o voto dos eleitores e considerou que o que aconteceu demonstra a realidade política.
- Reiterou que não tem ambição de suceder Luís Montenegro e pretende continuar como presidente da Câmara do Porto, frisando que não pretende exercer outra função política.
Pedro Duarte, atual presidente da Câmara do Porto, foi apresentado como vice-presidente do PSD na sessão de entrada para o encerramento do congresso em Anadia, Aveiro. O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares respondeu a perguntas sobre governabilidade depois do chumbo na última sexta-feira na A… Assembleia da República.
Duarte afirmou que a situação política permanece inalterada, apesar de uma leitura mais clara do momento nacional. Descreveu a atuação da CGTP-IN, o apoio do Chega ao que chamou de punho socialista, e a desorientação do PS, tudo num quadro de leitura negativa para o governo.
Questionado sobre alianças para governar, o político disse que o PSD deve respeitar o voto dos eleitores nas últimas eleições. Afirmou que o retrato político atual é evidente e que a oposição tem responsabilidade na direção do país.
Duarte acrescentou que não vê a política do século XX como divisão simples entre esquerda e direita. Hoje, disse, a divisão é entre quem eleva o país e quem o puxa para baixo, com as oposições frequentemente do lado deste último.
Sobre a possibilidade de ser candidato a posições mais altas, o vereador rejeitou qualquer ambição de substituição de Luís Montenegro. Garantiu que pretende manter-se na Câmara do Porto e seguir com o seu mandato, sem planos políticos para o futuro imediato.
À entrada no congresso, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, recusou fazer declarações políticas. Reiterou que é militante desde 1974, que vem ouvir os congressistas e que não confunde as funções de presidente com atividades partidárias.
Aguiar-Branco explicou que a sua presença visa apenas observar e ouvir os participantes do congresso, mantendo a neutralidade institucional. Não houve apartes sobre decisões do PSD no momento.
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