- A segunda volta das presidenciais na Colômbia decorre este domingo entre Abelardo de la Espriella, conservador apoiado por uma linha dura, e Iván Cepeda, herdeiro político de Gustavo Petro.
- Na primeira volta, De la Espriella obteve quarenta e quatro por cento dos votos contra quarenta e um por cento de Cepeda.
- A campanha tem centrado a segurança, com receio de regressar à violência do passado e de atentados contra a sociedade.
- De la Espriella defende endurecer a luta contra criminosos, reduzir o tamanho do Estado, apoiar o porte de arma e aumentar o fracking; Cepeda defende a continuidade da Paz Total, com negociações com grupos armados.
- Estão nas urnas mais de quarenta e um milhões de eleitores, incluindo um impacto relevante do voto no estrangeiro, com especial expressão em Espanha.
A Colômbia realiza este domingo a segunda volta das presidenciais, num escrutínio marcado pela polarização e pela preocupação com a segurança. Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda disputam o cargo após vencerem nove candidatos na primeira volta.
De la Espriella, empresário e advogado conservador conhecido como “El Tigre”, obteve 44% dos votos. Cepeda, senador ligado à última a esquerda governamental, ficou com 41%. Gustavo Petro contestou os resultados oficiais, sem apresentar provas, após a primeira volta.
Ambos apresentaram propostas distintas para evitar o regresso de períodos de violência. A campanha centrou-se na segurança, com o país a enfrentar um aumento de homicídios e ameaças a líderes políticos.
Dois modelos opostos para o futuro do país
De la Espriella defende ações firmes contra organizações criminosas e reforço da cooperação com os EUA no combate ao narcotráfico. Propõe reduzir o tamanho do Estado e apoiar o fracking, com um tom crítico ao que chama de impunidade.
Cepeda defende a continuação da estratégia de paz do atual governo, conhecida como Paz Total, com negociações paralelas a grupos armados. Admitiu necessidade de rever resultados e ajustar falhas, mantendo o foco em direitos humanos.
Contexto de violência e participação
A votação ocorre quase uma década depois do acordo com as FARC, buscado para pôr fim a décadas de conflito. No último ano, houve recorde de homicídios desde 2015, com atos ligados ao narcotráfico a aumentar as ameaças a políticos.
Mais de 41 milhões de colombianos estão chamados às urnas, incluindo um peso relevante do voto no estrangeiro. Em Espanha, são contado 307.997 eleitores. Na primeira volta, mais de 127 mil votaram no país, volumes superiores a 2022.
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