- Rui Tavares, líder do Livre, pediu ao primeiro-ministro Luís Montenegro que faça uma reflexão sobre a sua postura, após o chumbo do pacote laboral, e disse ver a governabilidade em dúvida.
- O porta-voz do Livre afirmou que o país tem tido uma maioria de direita a governar, mas que isso tem levado a traições que prejudicam os trabalhadores, alertando o primeiro-ministro para a situação.
- O partido acusou o governo de procurar governar com uma direita radicalizada e cruel e pediu que Montenegro se apresente ao país de outra forma, especialmente antes do congresso do PSD.
- Sobre a ministra do Trabalho, Maria Rosário Palma Ramalho, Tavares disse que não é o estilo do Livre exigir demissão, mas indicou que o Parlamento debateu o tema na véspera.
- No que diz respeito à revisão constitucional, o Livre defende que o processo deve seguir as regras, criticando o que consideram um “limbo” criado pela suspensão da admissibilidade do projeto do Chega pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Rui Tavares, porta-voz do Livre, pediu ao primeiro-ministro Luís Montenegro que faça uma reflexão sobre a sua atuação perante o país e o Parlamento, após a derrota do pacote laboral. O líder do Livre afirma ver a governação em dúvida e acusa o Governo de arrogância e ingenuidade.
Após uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, no Palácio de Belém, Tavares afirmou que o país tem tido uma maioria de direita a governar, com impactos na política interna. O comentário surgiu no contexto da atual crise governativa.
Ao lado de Isabel Mendes Lopes, líder parlamentar e também porta-voz do partido, e do deputado Paulo Muacho, o dirigente afirmou que o Governo tentou alinhar-se com uma ala direita radicalizada, o que, na opinião do Livre, compromete a legitimidade de maioria.
Questionado sobre a possibilidade de demitir a ministra do Trabalho, Maria Rosário Palma Ramalho, Tavares disse não ser seu estilo, mas lembrou que a governante participou no Parlamento numa sessão de debate sobre a proposta. O comentário seguiu o tom crítico do partido em relação ao Executivo.
O Livre pediu ainda uma revisão de atitude do primeiro-ministro perante o Parlamento, argumentando que a liderança do PSD não possui maioria absoluta para acompanhar um alinhamento com o Chega. A direção acusa uma postura arrogante do Governo.
Na área da revisão constitucional, Tavares defendeu que qualquer partido pode apresentar propostas, desde que respeitem as regras constitucionais. O debate envolve um projeto do Chega que ficou em análise desde maio, com o presidente da Assembleia a suspender temporariamente a admissibilidade.
O porta-voz sublinhou que, segundo a visão do Livre, existe um limbo institucional em relação ao andamento da revisão constitucional, o que considerou uma crise de interpretação das normas. O partido tem alertado o Presidente da República para a gravidade do tema.
Sobre o papel do Presidente da República, Tavares disse que o chefe de Estado não intervém no conteúdo, mas é visto como garantidor da aplicação da Constituição. O Livre entende que a avaliação de prazos e regras deve respeitar a letra constitucional para evitar jogos políticos.
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