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BE pede demissão da ministra do Trabalho após rejeição da reforma laboral

BE exige demissão da ministra do Trabalho após a rejeição da reforma laboral, apontando isolamento governamental e forte mobilização cívica

Fabian Figueiredo
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  • O Bloco de Esquerda pediu a demissão da ministra do Trabalho, Maria Palma Ramalho, após a rejeição da proposta de lei de alteração à legislação laboral.
  • O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, afirmou que o Governo está isolado e que o pacote laboral foi para o caixote do lixo, destacando a mobilização dos portugueses.
  • O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, disse que hoje foi uma grande vitória dos trabalhadores. O coordenador do Livre, Rui Tavares, criticou o Chega e falou de cambalhotas políticas.
  • A deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, apontou que o PSD negocia com o Chega e avisou que uma negociação orçamental sem as restantes forças políticas seria um erro.
  • No parlamento, a proposta do Governo foi chumbada na generalidade; apenas os partidos que apoiam o Governo votaram a favor, enquanto Chega votou contra. Votaram também contra projetos de lei de várias bancadas.

O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, pediu a demissão da ministra do Trabalho, Maria Palma Ramalho, após a rejeição da proposta de lei de alteração à legislação laboral. O pedido foi feito esta sexta-feira na Assembleia da República, durante a reação ao chumbo do Executivo.

Figueiredo considerou que o Governo ficou isolado e que a rejeição do pacote laboral foi o resultado de amplo descontentamento público. Afirmou ainda que a decisão colocava o tema num caixote do lixo, destacando a mobilização de milhares de portugueses que questionaram a proposta.

O bloquista também criticou o Chega, ao acusar o partido de ter protagonizado uma cambalhota na posição sobre a iniciativa. Em paralelo, diferentes lideranças de esquerda reagiram ao desfecho, mantendo tom de avaliação crítica do processo de negociação.

Reação política

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que hoje representa uma grande vitória dos trabalhadores e que a força popular determinaria o desfecho do processo. O coordenador do Livre, Rui Tavares, comparou o Chega a um escorpião e pediu uma discussão séria de trabalho entre os partidos.

Para a deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, a estratégia do PSD passa pela negociação com o Chega, o que foi palco de críticas à confiabilidade desse partido. A líder do PAN também advertiu que futuras negociações orçamentais devem envolver as outras forças políticas.

Desfecho da votação

A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi chumbada na generalidade, com votos contra do Chega e da esquerda parlamentar. Apenas os partidos que apoiam o Governo (PSD, CDS-PP, Il) votaram a favor, com oposição de PS, BE, PCP, PAN, Livre, IL, JPP e do Chega.

A reunião no parlamento também rejeitou várias propostas de lei de outros partidos, incluindo diplomas sobre despedimentos, parentalidade, férias, e regimes de trabalho noturno ou por turnos.

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