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Raimundo acusa Governo de anunciar apoios que não chegam

Paulo Raimundo acusa o Governo de prometer apoios sem entregar resultados, pedindo intervenção firme e responsabilização das autarquias

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, alerta para a necessidade de mobilização para a limpeza de árvores e resíduos florestais deixados pelas tempestades
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  • O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, disse estar enfurecido com anúncios do Governo sobre apoios às zonas afetadas pelas tempestades, afirmando que prometem muito sem correspondência com a realidade.
  • Em Marrazes e Barosa, Leiria, durante as jornadas do PCP, defendeu uma intervenção mais musculada e criticou o plano de intervenção, dizendo que é inventado e não mostra progressos concretos.
  • Raimundo afirmou que o Governo, perante os danos, empurra responsabilidades para as autarquias e não resolve os problemas de forma efetiva.
  • Destacou o trabalho das autarquias, associações e pessoas na minimização de danos e apelou a uma mobilização para a limpeza de árvores e resíduos que podem aumentar o risco de incêndio.
  • A comitiva dirigiu-se à Marinha Grande, onde voltou a ouvir que apoios ainda não chegaram, com críticas ao programa PTRR por parte do presidente do Sporting Clube Marinhense.

Em Leiria, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, reagiu com forte tom de protesto aos anúncios do Governo sobre apoios às áreas afetadas pelas tempestades. Durante uma visita à freguesia de Marrazes e Barosa, ele afirmou que o Executivo promete muito, mas não corresponde à realidade.

Raimundo disse estar “enfurecido” com a repetição de anúncios e reanúncios de apoio, sem progressos visíveis. Criticou a gestão governamental, dizendo que há promessas sem implementação prática, especialmente para cidadãos com danos significativos.

O líder comunista defendeu que o país precisa de uma intervenção robusta e investimento, numa resposta diferente à crise. Alegou que o Governo criou um plano de intervenção sem dados concretos de evolução.

Ele destacou que as autarquias já fizeram o que puderam com os recursos disponíveis para minimizar os danos, não para resolver, afirmando que a responsabilidade não deve recair apenas nos municípios.

Autarquias a “minimizar” danos

Raimundo salientou o papel das comunidades, associações e voluntariado na resposta às consequências. Considerou que sem mobilização cívica o cenário seria ainda pior, sobretudo no Centro do país.

Acrescentou a necessidade de uma mobilização excecional para a limpeza de árvores e resíduos florestais. Alertou para o risco de incêndios agravado pelo material deixado pelos temporais.

O deputado português prometeu manter a pressão do PCP para não deixar esquecer os impactos, em especial nos distritos de Coimbra e Leiria, garantindo que a bancada continuará a exigir soluções.

Pavilhão da Embra, Marinha Grande

A comitiva seguiu para a Marinha Grande, onde visitou o Pavilhão da Embra, destruído pela depressão Kristin. Miguel Rodrigues, presidente do Sporting Clube Marinhense, voltou a reclamar aos responsáveis pela resposta pública.

O dirigente desportivo afirmou que o clube solicitou apoios existentes e não recebeu nenhum, questionando a eficácia do programa PTRR. Raimundo respondeu que a apresentação também não parece ter compreendido o objetivo.

O PCP pretende manter o foco na monitorização dos apoios às vítimas e na fiscalização da implementação, assegurando que as necessidades críticas recebam resposta adequada.

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