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Raimundo acusa Chega de encenar negociação laboral e embuste nas pensões

Raimundo acusa Chega de encenar negociação laboral e de propor embuste nas pensões; trabalhadores manterão a mobilização

Paulo Raimundo encerrou as jornadas parlamentares do PCP, na Marinha Grande, concelho de Leiria
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  • O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou o Chega de encenar uma negociação do pacote laboral e de propor um “embuste” nas pensões.
  • Raimundo pediu aos trabalhadores que não desistam das mobilizações contra as alterações à lei laboral, mesmo que o diploma seja aprovado.
  • O líder comunista disse que as propostas do Chega visam o “plafonamento da Segurança Social”, o que, na leitura dele, favorece pensions mais altas e desvia contribuições para sistemas privados.
  • Reiterou que o PCP não apresentará alterações ao diploma para o debate parlamentar e avisou que o processo segue mesmo na generalidade, com cada dia associando-se a mais luta.
  • Afirmou que, se a proposta avançar na generalidade, não significa aprovação final e que os trabalhadores saberão responder, mantendo a rejeição do pacote laboral.

O secretário-geral do PCP acusou nesta terça-feira o Chega de encenar negociações sobre o pacote laboral e de apresentar um eventual embuste nas pensões. O aviso surge no encerramento das jornadas parlamentares do PCP, no Centro de Trabalho dos comunistas na Marinha Grande, Leiria.

Raimundo afirmou que o que está em curso é uma encenação, independentemente do que venha a acontecer com o diploma. Segundo ele, a proposta do Chega envolve um plafonamento da Segurança Social que facilitaria o envolvimento de salários altos em fundos privados, o que o líder do PCP rejeita como uma manobra.

O líder comunista disse que a ideia de plafonamento é apresentada como um ganho para reformados, mas qualificou-a de hipocrisia e de embuste. Questionou se o primeiro-ministro ficaria apreensivo ou reagiria com tom conspiratório, ante a pressão de Bruxelas e dos parceiros de governo.

Raimundo sublinhou que, mesmo que o Governo obtenha uma viabilização, não significa aprovação do processo na prática. Argumentou que o caminho continua e que cada dia de debate representa mais mobilização dos trabalhadores, que devem manter a defesa de salários e condições estáveis.

O secretário-geral reiterou que o PCP não apresentará alterações ao diploma por parte de outras forças políticas, mantendo a posição de confrontar propostas que não resolvam problemas laborais. Afirmou que o pacote permanece rejeitado pela classe trabalhadora, independentemente de votações.

Para além disso, Raimundo indicou que a votação em termos de especialidade seria um julgamento político, já que a aprovação na generalidade não garante a passagem do conjunto do diploma. Segundo ele, o processo continua aberto e a luta não se limita a uma sessão legislativa.

O dirigente advertiu ainda que, associando partidos a um suposto golpe, qualquer apoio a esse movimento seria visto como apoio ao andamento do pacote laboral. Concluiu que as decisões dos deputados e das forças políticas devem refletir a perceção dos trabalhadores sobre o diploma.

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