Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Candidatos do PS em Coimbra avançam com cautelar para impugnar eleições

Candidatos do Partido Socialista em Coimbra recorrem ao Tribunal Constitucional para suspender as eleições, alegando irregularidades nos cadernos eleitorais

Os dois candidatos indicam que há um total de 2750 militantes inscritos irregularmente nas listagens do acto eleitoral
0:00
Carregando...
0:00
  • Candidatos Américo Baptista e Rui Claro apresentaram uma providência cautelar no Tribunal Constitucional para impugnar as eleições da distrital e concelhia do PS de Coimbra.
  • Alegam irregularidades nos cadernos eleitorais e solicitam a suspensão do ato eleitoral que decorre no sábado.
  • Apontam que 2.750 militantes estariam inscritos irregularmente: 1.425 com quotas em dívida há mais de quatro anos e 1.075 com quotas por pagar há mais de dois anos.
  • Sublineiam que o pagamento de quotas em atraso, para reconquistar capacidade eleitoral, devia ter sido feito até 60 dias antes do ato eleitoral.
  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, classificou o processo como assunto de foro interno, enquanto a Comissão Nacional de Jurisdição já tinha decidido sobre nulidades dos cadernos em Coimbra.

O PS de Coimbra viu duas candidaturas a distrital e à concelhia recorrerem a uma providência cautelar no Tribunal Constitucional (TC), visando impugnar as eleições. Américo Baptista e Rui Claro alegam irregularidades nos cadernos eleitorais e pedem a suspensão do ato eleitoral, que decorre neste sábado.

Os militantes, juristas, já haviam procurado o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, para suspender as eleições da federação de Coimbra, sem obter resposta favorável. Com a ausência de solução interna, avançaram para a via judicial, informando a Agência Lusa.

A queixa centra-se nos cadernos eleitorais associados às eleições distrital e concelhia do PS de Coimbra, que os candidatos afirmam não cumprir as normas estatutárias do partido. Alega-se que 1425 militantes têm quotas em dívida há mais de quatro anos e 1075 por pagar há mais de dois anos, totalizando 2750 militantes inscritos de forma irregular.

Os dois juristas sustentam que o pagamento de quotas em atraso deveria ter sido regularizado até 60 dias antes do ato eleitoral para manter a capacidade eleitoral. A exposição apresentada à Comissão Nacional de Jurisdição do PS detalha estes números e o impacto no escrutínio.

Ats declarações a Lusa, Baptista afirmou que não recebeu respostas no plano interno, apenas uma comunicação de que o tema foi encaminhado para a Comissão Nacional de Jurisdição, descrevendo a situação como uma violação dos estatutos. Claro acrescentou que o problema é de alcance nacional, não apenas de Coimbra, dizendo que só pretende resolver o que julga correcto.

Processo no TC e posição interna

Em 9 de junho, Carneiro qualificou o processo de Coimbra como um assunto de foro interno e de jurisdição nacional. A afirmação ocorreu após uma carta de militantes pedir a suspensão das eleições para a federação de Coimbra.

No mesmo período, a CNJ do PS afastou a nulidade dos cadernos de Coimbra, sustentando que os militantes não podem ser automaticamente expulsos após dois anos sem quotas e que é necessária notificação prévia para qualquer penalização. O desfecho do recurso permanece dependente da avaliação do TC.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais