- Marcelo Rebelo de Sousa afirma que governar hoje é mais difícil, devido a um mundo mais globalizado, acelerado e com decisões que afetam mercados globalmente.
- O ex-presidente realçou a importância da estabilidade institucional e pessoal e pediu que se evite contribuir para o ruído político.
- Em Madrid, durante um jantar de comemoração do 10 de Junho, lembrou que governos enfrentam maiores desafios em comparação com décadas anteriores.
- Reiterou que não pretende voltar à participação ou intervenção em atividades partidárias ou mediáticas, mantendo-se disponível para atividades culturais e conferências, de forma seletiva.
- Enfatizou que, como ex-presidente, continua com o estatuto de ex-presidente, citando a linha entre passado e presente e o risco de intervenções em temas políticos.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou em Madrid que governar hoje é mais difícil e apelou à pedagogia da estabilidade institucional, destacando a necessidade de não contribuir para o ruído político. A declaração ocorreu durante um jantar de comemoração do 10 de Junho organizado pela associação Fórum dos Portugueses.
O ex-presidente explicou que a complexidade de governar se deve à maior interligação global e à reagilidade dos mercados, o que torna as decisões mais curtas e incertas. Assinalou ainda que o mundo está mais globalizado e que eventos a milhares de quilómetros podem impactar diretamente o bolso dos cidadãos.
A compra de tempo reduzida e a rapidez das mudanças tornam o exercício de cargos públicos mais exigente do que há décadas, afirmou. O discurso enfatizou a importância da estabilidade pessoal e institucional para responder a este novo ritmo.
Perspetivas sobre o pós-política e atividades atuais
Rebelo de Sousa indicou que não pretende voltar a participação ou intervenção em atividades partidárias ou eleitorais, mantendo o foco em atividades não políticas. Disse estar disponível para iniciativas culturais e conferências, com seleção criteriosa e evitando temas da conjuntura nacional.
O ex-presidente reiterou que, ao pronunciar-se publicamente, mantém o dever de recordar o histórico de decisões e ações durante o mandato. Contou ainda uma experiência ligada a Coimbra, sublinhando que, mesmo fora da função, carrega a memória dessas responsabilidades. O objetivo, afirmou, é preservar o equilíbrio entre memória institucional e participação cívica.
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