- Ferro Rodrigues, antigo líder do Partido Socialista, pediu ao PS que não viabilize o OE2027, alegando uma aliança entre o PSD e o Chega.
- O objetivo da afirmação é associar o debate da prestação social única a essa suposta aliança entre PSD e Chega.
- A eleição da Provedora de Justiça, Luísa Neto, foi citada como exemplo de “atitude traiçoeira” do PSD, segundo o ex-líder socialista.
- O Governo levou a proposta da prestação social única à fase de especialidade sem votação na generalidade, com BE, PCP e Pedro Nuno Santos contra e Livre a abster-se.
- O restante arco parlamentar votou a favor, incluindo PSD, Chega, PS, Iniciativa Liberal, CDS-PP e deputados únicos do PAN e JPP; André Ventura revelou acordo com o PSD para aceitar seis das sete exigências do Chega.
Ferro Rodrigues pediu ao Partido Socialista que não viabilize a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027. O antigo líder socialista vê uma aliança entre PSD e Chega e afirma que a situação deve ficar clara o mais depressa possível. O foco recai sobre a futura prestação social única.
Em declarações à Lusa, Ferro Rodrigues afirmou que hoje se tornou evidente a aliança entre PSD e Chega, associando-a à forma como decorreu o debate sobre a prestação social única. O ex-líder também mencionou a eleição falhada da candidata do PS a provedora de Justiça.
Relativamente à eleição de Luísa Neto, Ferro Rodrigues considera ter havido uma atitude traíra do PSD para com o PS. Neto, atual presidente do INA, recebeu 131 votos favoráveis, num total de 207 deputados votantes, sem atingir os dois terços necessários.
Sobre o panorama político, o antigo ministro defende que, por estabilidade, o PS não contribua para fortalecer a aliança entre PSD e Chega. Solicita que, rapidamente, se afirme que o PS não acompanha a passagem do OE2027.
O discurso do ex-líder repete-se num momento em que a proposta governamental seguiu para a especialidade sem votação na generalidade. Os partidos BE, PCP e o ex-líder do PS votaram contra; o Livre absteve-se.
Os restantes partidos votaram a favor da baixa da proposta à especialidade: PSD, Chega, PS, IL, CDS-PP, além de PAN e JPP deputados únicos. A votação sem votação decorre de um acordo entre o Chega e o PSD.
A autorização visa permitir ao governo discutir a medida na Comissão do Trabalho, Segurança Social e Inclusão durante dez dias, sem votação. O acordo entre PSD e Chega já tinha sido anunciado na véspera.
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