- A inflação nos Estados Unidos atingiu em maio o nível mais alto dos últimos três anos, de acordo com o Departamento do Trabalho.
- Bernie Sanders afirmou que, quando era candidato, Trump prometia acabar com a inflação e hoje diz que a adora.
- Trump respondeu a uma pergunta sobre os números da inflação dizendo “eu adoro a inflação”; explicou que isso se devia a uma guerra em curso, mas a afirmação não foi confirmada.
- O Presidente disse ainda que a inflação desceria assim que a guerra terminasse, embora não haja data definida para isso.
- Em 2024, Trump garantiu que, no primeiro dia de mandato, iria “acabar com a inflação”; a inflação manteve-se elevada e há reprovação entre os eleitores, com uma sondagem de maio apontando 58% de desaprovação.
O tema em análise envolve uma afirmação pública de Donald Trump sobre inflação, associada a dados oficiais dos EUA. A inflação em maio atingiu o nível mais alto dos últimos três anos, conforme o Departamento do Trabalho dos EUA, marcando o terceiro mês consecutivo de agravamento desde março.
Bernie Sanders, senador democrata, criticou publicamente a posição de Trump, destacando a diferença entre o tom da campanha e o que se verifica no terreno económico. Sanders comentou a evolução da inflação numa publicação no X.
Em resposta a uma pergunta de um jornalista, Trump declarou ter paixão pela inflação, afirmando que os números eram favoráveis por causas que não foram confirmadas. A fala ocorreu numa entrevista ampliada depois de uma declaração aos jornalistas presentes.
O Presidente argumentou ainda que a inflação diminuiria quando a situação associada a um conflito internacional terminar, sem apresentar uma data para esse desfecho. Prévio ao cargo, em 2024, Trump prometeu acabar com a inflação já no primeiro dia de mandato, promessa que não se verificou.
A imprensa recebeu a gravação das declarações com cautela, e o New York Post citou o político, insinuando que parte do conteúdo foi retirado de contexto. Em discurso diferente, Trump afirmou que a trajetória da inflação depende de eventos externos, sem confirmar controlo direto sobre preços.
Um indicador relevante de perceção eleitoreira aponta que, segundo uma sondagem divulgada em maio pelo Financial Times, 58% dos inquiridos reprovaram a forma como a atual Administração lida com inflação e economia. O conjunto de dados reforça o desafio político durante o período de julho de 2024 a junho de 2026.
Contexto económico
A taxa de inflação de maio foi o ponto alto dos últimos três anos, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. O aumento contínuo desde março foi associada a dinâmicas económicas que incluem a evolução de preços de bens e energia. As autoridades vão monitorizar o impacto de políticas futuras.
Reação e veredito
Trump mantém a narrativa de que a inflação pode cair com o fim de conflitos, sem indicar prazos. Críticos recordam promessas anteriores do candidato relativas a acabar com a inflação no primeiro dia de mandato. A administração não confirmou as alegações sobre retirada de petróleo.
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