- O primeiro-ministro Luís Montenegro disse que ainda há um caminho a percorrer para viabilizar a prestação social única (PSU), após reunião com o líder do Chega, André Ventura, e divergências significativas na legislação laboral.
- A PSU visa simplificar o sistema, concentrar apoios, reduzir burocracia e combater a fraude, aumentando a disponibilidade financeira para apoiar quem mais precisa.
- Montenegro afirmou que a negociação sobre a PSU está em curso e que o entendimento não está fechado, com pontos de contacto que justificam continuar o diálogo.
- Sobre a reforma laboral, o Governo aponta para valorizar o trabalho e aumentar a produtividade, defendendo maior flexibilidade em setores como a agricultura e a necessidade de apoio parlamentar.
- O Primeiro-Ministro destacou que o setor agrícola enfrenta um ano exigente devido a tempestades e ao conflito no Médio Oriente, mencionando medidas já adotadas como apoio ao regadio, incentivos a fertilizantes e linhas de financiamento através do Banco Português de Fomento.
A caminho da viabilização da prestação social única (PSU), o primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou esta quinta-feira que ainda existe um trajeto a percorrer. A posição foi enunciada após uma reunião com o líder do Chega, André Ventura, no decurso da Feira Nacional de Agricultura (FNA), em Santarém.
Montenegro explicou que a PSU visa simplificar o sistema, concentrar apoios e combater fraudes, libertando recursos para quem mais precisa. Contudo, reconheceu divergências relevantes na legislação laboral entre o Governo e o Chega.
Estado da PSU e próximos passos
O chefe do Governo sublinhou que o consenso ainda não está fechado e que há pontos de contacto que justificam a continuidade das negociações. O tema foi alvo de debate com Ventura, com atenção a uma possível evolução parlamentar.
Na conversa, Montenegro reiterou a prioridade de valorizar o trabalho e aumentar a produtividade, defendendo maior flexibilidade em setores como a agricultura. Privilegiou o diálogo democrático para obter apoio parlamentar.
Contexto económico e setorial
O Primeiro-Ministro aproveitou para destacar que o setor agrícola enfrenta um ano exigente, com impactos de tempestades e do conflito no Médio Oriente a elevar custos de produção. Foram lembradas medidas já em vigor, como apoio ao regadio, incentivos a fertilizantes e linhas de financiamento via Banco Português de Fomento.
Montenegro reforçou ainda o caráter estratégico do setor primário para a competitividade, coesão territorial e autonomia alimentar do país.
Entre na conversa da comunidade