- O primeiro grupo de nigerianos regressou a Lagos, na Nigéria, vindo da África do Sul, no âmbito de uma repatriação ordenada pelo governo.
- No voo para Lagos seguiam 262 passageiros e 3 membros da sua comitiva; o ministério tinha indicado mais de mil registos para regresso voluntário.
- As autoridades sul-africanas afirmam que os regressados estavam no país ilegalmente, contra a versão dos responsáveis nigerianos, que dizem que fugiam a ataques xenófobos.
- A Nigéria tem vindo a organizar voos de evacuação desde abril, numa sequência de protestos contra a imigração na África do Sul.
- Em cinco anos de proibição, a África do Sul impede novamente a entrada de cidadãos nigerianos que entrem irregularmente; o próximo grupo deverá partir na segunda-feira.
O primeiro grupo de nigerianos regressou à Nigéria, provenientes da África do Sul, numa repatriação ordenada pelo governo. O grupo partiu em voo para Lagos na quinta-feira, após protestos violentos contra a imigração no país vizinho. O regresso ocorre num contexto de tensão xenófoba na África do Sul.
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, o voo incluiu 262 passageiros e três funcionários. O ministério indicou ainda que mais de mil nigerianos se tinham registrado para regresso voluntário. Ainda não houve comentários formais de autoridades nigerianas sobre as alegações de xenofobia.
Contexto regional
As autoridades sul-africanas afirmaram que os regressados estavam no país de forma ilegal, contrariamente às explicações de representantes nigerianos. A Nigéria é o mais recente país africano a organizar evacuações deste tipo a partir da África do Sul, onde protestos anti-imigração desde abril têm marcado o cenário.
Desdobramentos legais e recentes
O Ministério do Interior sul-africano revelou que 586 nigerianos foram processados para repatriação por falta de documentos. O próximo grupo deverá partir na segunda-feira, segundo a mesma fonte. A Alta Comissão da Nigéria emitiu documentos de viagem de emergência.
Medidas e reações regionais
O ministro do Interior sul-africano comunicou que os cidadãos indocumentados terão de cumprir uma moratória de cinco anos de entrada proibida. A ministra das Relações Exteriores da Nigéria, Bianca Odumegwu-Ojukwu, afirmou que a evacuação ocorreu por segurança dos cidadãos em risco.
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