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BE diz que palavras de Seguro no 10 de Junho ficaram a meio; Ventura critica discurso

Bloco de Esquerda acusa Seguro de não concretizar as “palavras do meio”; Ventura classifica o discurso como institucional, pouco assertivo e sem respostas claras

Foto: José Sena Goulão/Lusa
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  • José Manuel Pureza, coordenador nacional do Bloco de Esquerda, afirmou que António José Seguro não concretizou as “palavras do meio” e destacou a igualdade, a justiça e a dignidade como guias políticos.
  • Pureza disse que Seguro entendeu as palavras do meio, mas não indicou quais são, ficando a ideia de um centro político vazio.
  • O discurso de Seguro ocorreu na ilha Terceira, Açores, à margem da Marcha pela Vida Independente, no Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas.
  • André Ventura, presidente do Chega, considerou o discurso institucional e pouco assertivo, elogiando coragem mas defendendo mudanças mais claras e concretas.
  • Ventura afirmou que o maior risco para a democracia é manter tudo como está, deixando a corrupção e a degradação do sistema de saúde sem resposta, e criticou a falta de definições sobre mudanças.

O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, questionou o aproveitamento de António José Seguro sobre as palavras do meio no discurso proferido hoje na ilha Terceira. O BE entende que o Presidente da República não concretizou quais termos pretende usar como eixo do diálogo.

Pureza sustentou que Seguro fez apenas uma defesa genérica das palavras do meio, sem apresentar exemplos. O líder bloquista afirmou que palavras como igualdade, justiça ou dignidade podem guiar a intervenção política, desde que sejam concretizadas.

O Bloco de Esquerda participou na Marcha pela Vida Independente, em Lisboa, onde Pureza criticou a falta de especificação das palavras mencionadas pelo Presidente.

O presidente do Chega, André Ventura, avaliou o discurso de Seguro em Angra do Heroísmo como institucional, mas pouco assertivo. Afirmou que é preciso apontar mudanças concretas para que o país não fique para trás.

Ventura considerou que o atual sistema político debita prometer mudanças sem detalhar quais são, sugerindo uma leitura crítica do populismo na política nacional.

Em Deliberação

O Chega ainda criticou a ausência de referência no discurso de Terceira a casos de corrupção que, na prática, afetariam a confiança pública. Ventura citou o caso de um antigo banqueiro com pena suspensa como exemplo de falhas do sistema.

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