- José Manuel Pureza, coordenador nacional do Bloco de Esquerda, afirmou que António José Seguro não concretizou as “palavras do meio” e destacou a igualdade, a justiça e a dignidade como guias políticos.
- Pureza disse que Seguro entendeu as palavras do meio, mas não indicou quais são, ficando a ideia de um centro político vazio.
- O discurso de Seguro ocorreu na ilha Terceira, Açores, à margem da Marcha pela Vida Independente, no Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas.
- André Ventura, presidente do Chega, considerou o discurso institucional e pouco assertivo, elogiando coragem mas defendendo mudanças mais claras e concretas.
- Ventura afirmou que o maior risco para a democracia é manter tudo como está, deixando a corrupção e a degradação do sistema de saúde sem resposta, e criticou a falta de definições sobre mudanças.
O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, questionou o aproveitamento de António José Seguro sobre as palavras do meio no discurso proferido hoje na ilha Terceira. O BE entende que o Presidente da República não concretizou quais termos pretende usar como eixo do diálogo.
Pureza sustentou que Seguro fez apenas uma defesa genérica das palavras do meio, sem apresentar exemplos. O líder bloquista afirmou que palavras como igualdade, justiça ou dignidade podem guiar a intervenção política, desde que sejam concretizadas.
O Bloco de Esquerda participou na Marcha pela Vida Independente, em Lisboa, onde Pureza criticou a falta de especificação das palavras mencionadas pelo Presidente.
O presidente do Chega, André Ventura, avaliou o discurso de Seguro em Angra do Heroísmo como institucional, mas pouco assertivo. Afirmou que é preciso apontar mudanças concretas para que o país não fique para trás.
Ventura considerou que o atual sistema político debita prometer mudanças sem detalhar quais são, sugerindo uma leitura crítica do populismo na política nacional.
Em Deliberação
O Chega ainda criticou a ausência de referência no discurso de Terceira a casos de corrupção que, na prática, afetariam a confiança pública. Ventura citou o caso de um antigo banqueiro com pena suspensa como exemplo de falhas do sistema.
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