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Ben-Gvir investigado em Itália por tortura e sequestro ligado à Flotilha

Ministro israelita é inscrito no registo de suspeitos em Roma no caso da Flotilha Global Sumud, com alegações de tortura e sequestro

O ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir
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  • O Ministério Público de Roma inscreveu Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, no registo de suspeitos no caso da flotilha Global Sumud, com crimes de tortura e sequestro em investigação sobre detenções de ativistas em maio.
  • A investigação envolve imagens gravadas em Ashdod e publicadas por Ben-Gvir, onde o ministro aparece junto dos ativistas com as mãos algemadas, sendo consideradas por autoridades como provocatórias.
  • Testemunhos de participantes na missão, depoimentos recolhidos pelos carabinieri e material vídeo das detenções estão a ser analisados para reconstruir as operações israelitas sobre os ativistas.
  • O caso faz parte de uma linha de investigações romanas sobre as missões da flotilha com destino a Gaza, com vários processos abertos nos últimos meses.
  • A situação já gerou reações internacionais, incluindo críticas do ministro dos Negócios Estrangeiros italiano e discussões na União Europeia sobre possíveis sanções.

O Ministério Público de Roma inscreveu Itamar Ben-Gvir no registo de suspeitos no âmbito da investigação sobre as detenções dos ativistas da Global Sumud Flotilla, ocorridas em maio. A acusação envolve tortura e sequestro.

A investigação, coordenada pelos magistrados de Piazzale Clodio, analisa o vídeo gravado em Ashdod pelo próprio Ben-Gvir, que mostra ativistas ajoelhados com as mãos algemadas. As imagens são centrais para os investigadores.

As autoridades italianas recolheram depoimentos dos participantes da missão e imagens de vídeo fornecidas pelos carabinieri do Ros. O objetivo é reconstruir as intervenções das forças israelitas.

O caso insere-se numa linha de investigação sobre as missões da Flotilla com destino a Gaza, com vários processos abertos em Piazzale Clodio relativos às detenções durante as embarcações.

Entre os ativistas envolvidos estavam cidadãos italianos, incluindo Thiago de Avila e Saif Abukeshek Abdelrahim, que estiveram detidos em Israel antes de serem expulsos. A denúncia aponta para detenção forçada no navio Eros 1.

A missão partiu da Sicília em 26 de abril e foi interceptada em águas próximas de Creta na noite de 29 de abril. Os ativistas alegam detenções ilegítimas durante as ações israelitas.

França também abriu um inquérito preliminar sobre Ben-Gvir, sob suspeitas de tortura e crimes de guerra, aumentando o escrutínio internacional sobre as operações contra a Flotilla.

A possível lista de sanções europeias deve ser discutida pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE a 15 de junho, no Luxemburgo, com propostas da Alta Representante para a Política Externa, Kaja Kallas.

Paralelamente, a Procuradoria de Roma continua a investigar missões anteriores da Flotilla, solicitando cooperação a Israel sobre procedimentos e cadeia de comando. A cooperação será formalizada pelo Gabinetes de Piazzale Clodio.

Maria Elena Delia, porta-voz da Global Sumud Flotilla, destacou a importância da investigação, salientando que o caso se insere no contexto das políticas do governo de Netanyahu, não apenas na responsabilidade individual de Ben-Gvir.

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