- O presidente do Chega, André Ventura, defendeu a descida progressiva da idade da reforma e tetos às reformas milionárias, numa entrevista à CMTV.
- Propõe um teto de reformas de 4.500 euros líquidos, a título de comparação com países europeus, como a Espanha.
- Critica as medidas de amamentação previstas na lei laboral, dizendo que criam dificuldades na conciliação entre vida pessoal e laboral.
- Defende que, se o Governo propõe flexibilidade de gestão de horários, também se valorize monetariamente o trabalho em horas extra, defendendo mudanças no processo.
- O Chega enviou ao Governo um documento com condições para a aprovação da nova Prestação Social Universal, incluindo a posição de que quem não nasceu em Portugal não deveria receber subsídios; Ventura afirmou que não houve acordo secreto sobre revisão constitucional.
O presidente do Chega, André Ventura, defendeu numa entrevista à CMTV uma redução gradual da idade da reforma e tetos às reformas superiores. A ideia foi apresentada como parte de um pacote de medidas para alterar o funcionamento do sistema público de pensões.
Ventura argumentou que o atual modelo força as pessoas a trabalhar até morrer, com rendimentos a diminuir e impostos a aumentar, e sugeriu iniciar o caminho já. Disse que, se fosse primeiro-ministro, começaria esse processo.
Sobre os tetos das reformas, indicou que o limite máximo deveria fixar-se em 4500 euros líquidos, semelhante a práticas de alguns países europeus, como a Espanha. O objetivo seria conter valores de reformas privilegiadas.
Relativamente à lei laboral, o líder do Chega comentou a inclusão de medidas de amamentação, afirmando que estas dificultam a conciliação entre vida pessoal e laboral. Recomendou avaliar impactos na prática.
No âmbito da flexibilização de horários, Ventura defendeu que o pagamento de horas extra deveria ser valorizado monetariamente, algo que, na sua perspetiva, ainda não acontece. Sinalizou espaço para ajustes nesta área.
O Chega informou ter enviado ao Governo, nesta segunda-feira, um documento com propostas para a aprovação da nova Prestação Social Única. Uma das medidas rejeitadas pelo partido é que quem não nasceu em Portugal possa receber subsídios sociais.
O documento descreve propostas simples, concretas e claras, e condiciona o avançar do apoio àquele projeto à resposta do Executivo. Caso o Governo se comprometa, o Chega avança; caso contrário, não.
Sobre a possibilidade de acordo secreto para revisão constitucional, Ventura afirmou não haver qualquer acordo nesse sentido.
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