- Portugal pediu à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a revisão dos casos de cinco presos políticos luso-venezuelanos que continuam detidos.
- O pedido foi feito num encontro no palácio de Miraflores, em Caracas, durante a apresentação de credenciais do embaixador de Portugal, Frederico Silva.
- O embaixador disse que Portugal encara com expectativa uma reconciliação nacional venezuelana e que a libertação de todos os detidos por motivos políticos é parte desse processo, incluindo os cinco cidadãos portugueses.
- O diplomata mencionou também a libertação recente de um detido, com cinco libertações desde o início do ano, e afirmou que Portugal mantém o tema entre as suas prioridades em vários níveis de interlocução.
- Dados do Fórum Penal indicam que, até 1 de junho, estavam presas quatrocentos e quatro pessoas por motivos políticos na Venezuela, entre as quais trinta e nove estrangeiros, cinco com nacionalidade portuguesa.
Portugal pediu à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que reveja os casos dos cinco presos políticos luso-venezuelanos que ainda permanecem detidos. A solicitação foi feita durante um encontro no palácio de Miraflores, na apresentação de credenciais do embaixador Frederico Silva.
Segundo o diplomata, o assunto foi abordado de forma abrangente em contexto de reconciliação nacional na Venezuela. Portugal entende que a libertação de presos políticos faz parte desse processo e reiterou o seu apoio a um caminho de diálogo inclusivo.
O embaixador destacou que houve uma libertação recente de um detido, embora ainda existam cinco cidadãos portugueses entre os presos. O encontro reiterou o empenho de Portugal na proteção da comunidade luso-venezuelana e na cooperação bilateral.
Situação dos presos políticos
Frederico Silva afirmou que a situação de nacionais portugueses está no topo das preocupações de Portugal, com atuação de diplomatas e cônsules em Caracas e Valência. O objetivo é avançar para soluções que permitam a libertação dos cinco detidos.
Dados do Fórum Penal apontam para 404 presos por motivos políticos na Venezuela a 1 de junho, incluindo 39 estrangeiros, entre os quais cinco com nacionalidade portuguesa. Portugal continua a acompanhar o caso com atenção.
O embaixador também ressaltou o interesse venezuelano em diversificar parcerias econômicas e destacou reformas para criar um ambiente de negócios estável. A Embaixada portuguesa pretende ampliar cooperação econômica, acadêmica e cultural.
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