- A ex-ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se em 10 de fevereiro, dizendo ter perdido autoridade para governar.
- Em entrevista no podcast Ponto de Interrogação, da RTP Antena 1, reconheceu que os incêndios de verão e a tempestade de início de ano lhe escaparam.
- Acrescentou que já tinha avisado que não continuaria sem autoridade para concretizar o que entendia ser feito.
- Além disso, relatou ter sentido que não dispunha de meios técnicos e de terreno para reagir de forma rápida e eficaz aos acontecimentos contingentes.
- Definiu a diferença entre poder e autoridade e afirmou não se arrepender de ter integrado o Governo, destacando que estava a aproximar-se do fim do seu mandato como Provedora de Justiça.
A ex-ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se a 10 de fevereiro, oito meses após tomar posse, alegando perda de autoridade. O anúncio ocorreu no contexto de críticas à forma como lidou com crises anteriores, incluindo uma depressão ocorrida no final de janeiro.
No podcast da RTP Antena 1 Ponto de Interrogação, a ex-governante afirmou que já tinha avisado que não permaneceria se não tivesse autoridade para implementar o seu programa. Disse ter entendido que essa condição não se verificava.
Ela descreveu dois fenómenos que lhe passaram ao lado: os incêndios no verão de 2025 e a tempestade que assolou o país no início do ano. Chamou-os de acontecimentos imprevisíveis e de grande dimensão, que não conseguiu controlar plenamente.
Amaral sublinhou que fazer política envolve identificar problemas e encontrar respostas viáveis, dentro de um caminho que contou com apoio eleitoral. Reconheceu limitações pessoais e políticas para reagir rapidamente ao contingente.
A ex-ministra distinguiu poder de autoridade: o poder é impor comportamentos, enquanto a autoridade advém da adesão dos cidadãos. Também afirmou não se arrepender de ter integrado o Governo, encerrando o mandato como Provedora de Justiça que se aproximava do fim.
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