- Petição pela reabertura total da Linha do Corgo recebeu consenso na Comissão de Infra-Estruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da República, com alguns deputados a defender a realização de estudos de viabilidade técnica, ambiental e territorial.
- O relatório destaca convergência quanto à relevância histórica, territorial e social da linha, e à necessidade de reforçar a mobilidade ferroviária no interior.
- Daniel Conde, autor da petição com mais de mil assinaturas, afirma que o encerramento deixou a região refém do transporte rodoviário e defende a viabilidade da ferrovia mesmo com velocidades médias moderadas.
- O traçado liga Régua a Vila Real e Chaves, passando por pólos como Chaves, Vila Real (incluindo UTAD) e áreas turísticas do Douro Vinhateiro; a linha poderia também servir zonas termais e a indústria local.
- O debate mostrou apoio dos partidos, com a defesa de estudos de viabilidade por parte de deputados mais cautelosos e uma posição favorável a um caminho mais rápido para a reabertura, já prevista no Plano Ferroviário Nacional.
Uma petição pela reabertura total da linha ferroviária do Corgo mobilizou, na Comissão de Infra-Estruturas, Mobilidade e Habitação, a concordância de todos os partidos presentes, com alguns deputados a defenderem estudos técnicos, ambientais e territoriais antes de avançar.
O autor da petição, Daniel Conde, com mais de mil assinaturas, afirmou que o encerramento da linha deixou a região “refém do transporte rodoviário”. Argumentou que estradas modernas não eliminam o isolamento de várias zonas do território transmontano.
A linha do Corgo liga Régua a Vila Real e Chaves, com potencial para servir pólos como as termas de Vidago e Pedras Salgadas, mercados locais, UTAD em Vila Real e a área industrial de Sabrosa de Aguiar. O traçado passa ainda pelo Douro Vinhateiro e por áreas turísticas relevantes.
Apoio parlamentar e caminhos a seguir
No debate, os partidos manifestaram apoio à reabertura, mas houve diferentes exigências de calendários e estudos. Deputados de direita defenderam avaliações técnicas e ambientais antes de decidir, enquanto a esquerda pediu uma via mais célere para a reabertura.
O relatório da comissão destacou a relevância histórica, territorial e social da Linha do Corgo, bem como a necessidade de reforçar a mobilidade no interior. O estudo também incluiu referências a linhas de via estreita em outros países como exemplos de sucesso turístico.
A linha foi inaugurada em 1906 até Vila Real e em 1921 até Chaves. Foi encerrada entre Vila Real e Chaves em 1990 e, em 2009, entre Régua e Vila Real, com justificações relacionadas com segurança. Em Portugal, o tema já teve referências no passado governamental.
Daniel Conde, repetindo a apresentação da petição, disse acreditar que a reabertura pode beneficiar a mobilidade local e atividades económicas, incluindo turismo. Pretende que os partidos apresentem propostas de resolução para votação em plenário.
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