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EUA ameaçam fechar portas à Bósnia em atrito com a Europa

EUA ameaçam reconsiderar a presença na Bósnia e Herzegovina face ao impasse europeu sobre o Alto Representante e a falta de consenso no CIP

O Alto Representante cessante, Christian Schmidt, à esquerda, em reunião do Conselho de Implementação da Paz em Sarajevo, esta semana
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  • Os Estados Unidos ameaçaram reconsiderar a presença na Bósnia e Herzegovina devido à falha nas negociações com a Europa sobre a escolha do Alto Representante para supervisionar o acordo de paz.
  • A divergência entre EUA e Europa ficou evidente numa disputa entre candidatos ao cargo, com Washington a apoiar Antonio Zanardi Landi e vários países europeus a apoiar René Troccaz.
  • A ameaça norte-americana foi anunciada pela embaixada dos EUA em Sarajevo, após a diplomacia europeia não chegar a consenso no Conselho de Implementação da Paz (CIP).
  • O CIP, responsável por acompanhar o Acordo de Dayton de 1995, deverá tentar novamente chegar a um acordo sobre o Alto Representante no final do mês.
  • Embora com uma presença militar limitada na região, os EUA mantêm influência no CIP e nas relações bilaterais, questionando o papel da organização no atual contexto da Bósnia.

Os Estados Unidos ameaçaram reavaliar a sua presença na Bósnia e Herzegovina após falhas nas negociações com a Europa sobre a escolha do novo Alto Representante, responsável pela supervisão dos acordos de paz. A tensão surgiu num momento de impasse institucional no país balcânico.

A disputa envolve o Conselho de Implementação da Paz (CIP), órgão multinacional criado para acompanhar o Acordo de Dayton de 1995. Washington apoiava o diplomata italiano Antonio Zanardi Landi, enquanto vários países europeus apoiavam René Troccaz, enviado francês para os Balcãs.

A embaixada dos EUA em Sarajevo informou, via X, que a incapacidade europeia de chegar a consenso impede o CIP de eleger o Alto Representante e que isso força uma reavaliação do papel norte-americano na missão de paz. A mensagem enfatizou a abdicação europeia.

O CIP não tem presença militar substancial, mas conta com uma força de manutenção da paz da UE e com influência diplomática. O grupo reunia-se em Sarajevo esta semana para tentar um acordo que substitua a vaga deixada pelo Alto Representante cessante, Christian Schmidt.

Apesar de o Governo dos EUA ter já defendido alterações ao poder do Alto Representante para reforçar o cumprimento da Convenção de Dayton, a decisão permanece sem consenso entre os membros do CIP. O objetivo é chegar a acordo até ao final do mês.

Ao nível diplomático, Washington mantém relações bilaterais fortes com aliados da região, mas a divisão entre Estados Unidos e Europa pode afetar a coordenação em assuntos de segurança nos Balcãs. A próxima ronda de negociações está prevista para breve.

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