- Ponte rodoferroviária sobre o Douro entre Vila Nova de Gaia e o Porto, conforme plano inicial, com ligação entre as duas margens.
- Estação de Santo Ovídio com plataformas a 60 metros de profundidade, ligação às linhas de metro Amarela e Rubi e parque de seis pisos de profundidade com 475 lugares.
- Passagem superior abrigada em Campanhã, alinhada com o projeto recuperado pelo consórcio AVAN, sem ventilação prevista para a passagem.
- Ligação de alta velocidade Porto–Lisboa terá tempo entre as cidades de 1h15, com conclusão total prevista para 2032; o primeiro troço Porto–Oiã–Aveiro–Aveiro tem início este ano e prazo até 2030.
- Gaia ficará com boa parte da linha subterrânea, incluindo túneis e acessos, e haverá novas infraestruturas em Santa Maria da Feira, Espinho e outras zonas das ligações.
O relatório de conformidade do projeto de execução confirma a infraestrutura a instalar entre o Porto e Lisboa em alta velocidade. A proposta prevê uma ponte sobre o Douro, uma estação em Santo Ovídio, em Gaia, e uma passagem superior abrigada em Campanhã, com ligação às redes de metro. A ideia é reduzir tempos entre as duas cidades.
O consórcio responsável pela obra é liderado pela Mota-Engil, com participação de Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto. O projeto, já adjudicado, mantém as alterações aprovadas na consulta publicada no portal Participa. O objetivo é cumprir os requisitos ambientais e de acessibilidade definidos.
Detalhes do traçado e das infraestruturas
A estação de Santo Ovídio terá plataformas a 60 metros de profundidade e capacidade para evacuar 500 pessoas em menos de cinco minutos, conforme o caderno de encargos. O conjunto liga-se às linhas de metro Amarela e Rubi e inclui parque de estacionamento de seis pisos com 475 lugares, além de ciclovia.
A ponte rodoferroviária liga Vila Nova de Gaia ao Porto, mantendo o traçado planejado desde 2022. Em Gaia, o traçado da alta velocidade será, em grande parte, subterrâneo, com vários túneis a confirmar os acessos e as estações envolvidas.
Desenhos, mudanças e impactos
A passagem superior em Campanhã, já prevista, não será ventilada naturalmente. A remoção de uma torre nascente de Campanhã e a não criação de uma Torre em Gaia evitaram parte de alterações urbanísticas. Mantêm-se, porém, impactos na Zona Industrial de São Caetano e em Santo Ovídio.
O projeto também prevê novas infraestruturas de apoio, incluindo pontes adicionais sobre ribeiras em Santa Maria da Feira e Espinho, bem como viadutos em Gaia. As obras do primeiro troço Porto-Oiã devem arrancar este ano, com conclusão prevista para 2030.
Prazos e âmbito da ligação
A ligação Porto-Lisboa em alta velocidade deverá colocar as duas cidades a 1h15 de distância. A conclusão total está prevista para 2032, paralelamente ao Porto-Vigo, com paragens previstas no aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença. O cronograma depende de avanços regulatórios e técnicos.
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